Nos resultados publicados pelo Grupo do primeiro semestre, foram alcançados, na conjugação dos seus principais indicadores, os melhores resultados de sempre em Volume de Negócios, EBITDA e Resultado Líquido.
Com um volume de negócios de 2.898 milhões de euros, o crescimento do EBITDA cresceu em 10% para 487 milhões de euros (alcançando uma margem de 17%), tendo chegado a um resultado líquido de 74 milhões de euros (+24% face a junho de 2025). Esta foi a primeira apresentação semestral depois de apresentados, em março, os objetivos do Plano Estratégico FOCUS 2030 (2026-2030).
O desempenho global do Grupo cumpriu os três eixos centrais de crescimento, diversificação e disciplina financeira, manifestados, por um lado, pelo crescimento de faturação (+6%) e EBITDA (+10%), mas também na geração de caixa, alcançando um FCF (free Cash-Flow) de 159 milhões de euros, equivalente a 33% sobre o EBITDA gerado, valor acima do estabelecido como mínimo de 25% para a média a alcançar em 2026-2030.
O Grupo Mota-Engil manteve, no primeiro semestre, níveis de execução elevados, acompanhados por uma política de investimento seletiva e orientada para segmentos de maior rentabilidade. Apesar da expansão da atividade, o Grupo cumpriu integralmente o objetivo de manter o CAPEX abaixo de 7% do Volume de Negócios, registando um nível de 6,4%. Este desempenho, aliado à melhoria da rentabilidade operacional e à maior capacidade de geração de caixa, permitiu manter os níveis de endividamento em linha com os objetivos estratégicos apresentados ao mercado, com rácios de Dívida Líquida/EBITDA inferiores a 2x e de Dívida Bruta/EBITDA inferiores a 4x.
No que diz respeito ao nível comercial alcançou, no final de junho, a maior Carteira de Encomendas da sua história, com 17,7 mil milhões de euros, - não estando incluídos neste valor os contratos assinados depois de junho no valor de 2,5 mil milhões de euros, - destacada a expansão do Corredor do Lobito para a Republica Democrática do Congo, contrato assinado no valor de 1.800 milhões de dólares para uma PPP a 30 anos, a extensão do projeto ferroviário na Nigéria (Kano-Maradi) em 655 milhões de dólares, um novo contrato para a construção de um aeroporto no Peru de 140 milhões de dólares e novas infraestruturas no México de 185 milhões de euros.
O aumento da carteira de encomendas em 4,1 mil milhões no primeiro semestre deste ano constituiu, também, o semestre com o nível recorde de angariação comercial, - apesar da seletividade nos segmentos de negócio e nos mercados geográficos - , mantendo-se destacados os mercados core, os quais representam 75% da carteira total de E&C, entre México (21%), Angola (16%), Brasil (14%), Portugal (12%), Nigéria (7%), Moçambique (3%) e Peru (2%)
Fazendo uma análise de acordo com as áreas de negócios, destaca-se neste primeiro semestre o crescimento da atividade em África (+11%), devido ao crescimento do segmento de Engenharia Industrial (Contract Mining), que aumentou as suas vendas em +15%, bem como na América Latina (+7%), e com o Brasil a dar sinais de crescimento, alinhado com o objetivo estratégico de elevar este mercado a uma dimensão superior no contributo de valor acrescentado para o Grupo Mota-Engil.
Ao nível do EBITDA, verifica-se também uma melhoria continua na margem da área de negócio de Engenharia e Construção, alcançada por níveis superiores de eficiência, o que, combinado com a melhoria do segmento de Ambiente, permitiu, de forma global, melhorar a margem global de EBITDA do Grupo para 17%.
Até 2030 o objetivo é alcançar os 9 mil milhões de euros de faturação.