Depósitos das famílias atingem máximo histórico

Depósitos das famílias atingem máximo histórico
Fotografia: Pexels

De acordo com a nota de informação estatística do BdP (Bando de Portugal), os depósitos a prazo das famílias atingiram um novo máximo histórico em julho, com os particulares a aplicarem 13,7 mil milhões de euros em novas operações. O valor representa um aumento de 1,69 mil milhões de euros face ao mês anterior.

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo também subiu, passando de 1,55% em junho para 1,59% em julho. Cerca de 95% dos novos depósitos realizados pelas famílias tinham um prazo até um ano.

Também entre as empresas se registou um aumento das novas operações de depósitos a prazo. O montante chegou aos 11,4 mil milhões de euros, mais 1,13 mil milhões do que em junho. A taxa de juro média subiu para 1,98%, mais 0,03 pontos percentuais do que no mês anterior.

Crédito à habitação cresce

Quanto ao crédito, as novas operações de empréstimos a particulares totalizaram 3,84 mil milhões de euros em julho, mais 70 milhões de euros do que em julho.

O acrescimo deveu-se principalmente aos pedidos de crédito para habitação, com as novas operações a crescerem 57 milhões de euros, para 2,84 mil milhões de euros. Só os novos contratos de crédito à habitação atingiram 2,35 mil milhões de euros, o valor mais elevado da série histórica.

Já as renegociações de empréstimos diminuíram 124 milhões de euros, para 519 milhões de euros. A redução foi sobretudo explicada pelas renegociações de crédito à habitação, que caíram 109 milhões de euros.

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu ligeiramente, de 2,94% para 2,96%. Na área do euro, a taxa média aumentou para 3,52%, mantendo Portugal entre os países com taxas mais baixas.

86% dos novos créditos têm taxa mista

Em julho, 86% dos novos empréstimos para habitação própria permanente foram contratados com taxa mista. A taxa média das novas operações com taxa mista aumentou para 2,83%, enquanto nos contratos a taxa variável subiu para 3,19%.

A prestação média mensal dos empréstimos à habitação voltou também a aumentar, pelo 11.º mês consecutivo, atingindo os 441 euros. Trata-se de um novo máximo da série histórica e representa mais cinco euros do que em junho e mais 23 euros face ao final de 2025.

Empresas pagam menos pelos novos empréstimos

Nas empresas, as novas operações de crédito totalizaram 3,08 mil milhões de euros em julho, mais 11 milhões de euros do que em junho, que resultou do montante de negociações, que também cresceu 120 milhões de euros.

Apesar do aumento do montante emprestado, a taxa de juro média dos novos empréstimos às empresas caiu de 4,09% para 4,03%.

A descida foi mais expressiva nos empréstimos superiores a um milhão de euros, cuja taxa média recuou 0,19 pontos percentuais, para 3,86%. Nos empréstimos até um milhão de euros, pelo contrário, a taxa aumentou 0,06 pontos percentuais, para 4,21%.