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Lisboa: escritórios com absorção recorde de 272 mil m² em 2022

Felipe Ribeiro |
Lisboa: escritórios com absorção recorde de 272 mil m² em 2022
Fotografia de Mario Gogh, Unsplash.

A capital portuguesa registou, em 2022, um valor histórico no setor de escritórios. Com uma absorção de 272 mil metros quadrados, o mercado de escritório em Lisboa assinalou o melhor ano de sempre, informa a CBRE em comunicado.

No Porto, observou-se uma absorção de 60 mil metros quadrados, que se mantém em linha com os anos anteriores, e mostra o caminho de consolidação que a cidade invicta tem feito.

Num total de 158.071 metros quadrados transacionados por agentes no mercado de escritórios nacional, em 2022, cerca de 68 mil foram assessorados pela CBRE, o que resultou numa participação de mercado de 43%. Nesta área, a consultora registou assim o seu melhor ano de sempre com um crescimento de 87% face a 2021.

A CBRE participou em transações como a colocação da Galp, que irá ocupar 20 mil metros quadrados no ALLO - Alcântara Lisbon Offices, a «maior operação de arrendamento em 2022», indica a consultora. A CBRE foi também responsável, no mesmo empreendimento, pelo arrendamento de 8.500 metros quadrados à EY e de 6 mil à Cloudflare.

André Almada, Senior Director de Advisory & Transactions Offices da CBRE Portugal, enfatiza que «estivemos ativamente envolvidos em quatro das cinco maiores transações do mercado de escritórios de Lisboa, o que certamente contribuiu para a consolidação da nossa liderança de mercado. O setor dos escritórios, em 2022, teve uma performance incomparável, e se havia dúvidas sobre o fim dos escritórios, em consequência das alterações nos formatos de trabalho resultantes da pandemia, as mesmas estarão totalmente dissipadas. Também o poder de atracão de Portugal como um mercado de excelência para se viver e trabalhar voltou, como em anos recentes, a ser um fator muito relevante no resultado alcançado pelo mercado de escritórios».

Flex Offices

A CBRE constatou que o mercado de Flex Offices «se tem mostrado bastante dinâmico e que os operadores deste tipos de espaços mantêm o interesse nas duas principais cidades portuguesas, muito sustentado pelo estilo de vida que as mesmas oferecem e a competitividade do talento encontrado localmente», lê-se em comunicado.

A consultora refere que, neste segmento, assessorou as três operações mais relevantes no mercado: a colocação de 5.800 metros quadrados referentes ao primeiro espaço da WeWork em Portugal, no edifício Alexandre Herculano 50, e do LACS, no edifício 24 de Julho, ocupando a totalidade do imóvel com 4.400 metros quadrados, ambas em Lisboa.

No Porto, acompanhou também a colocação de 5 mil metros quadrados para a Spaces, no edifício Joana D’Arc, sendo este o primeiro espaço do operador na zona Norte do país.