Home Lovers estreia-se com espaço físico no Chiado

Ana Tavares |
Home Lovers estreia-se com espaço físico no Chiado

Criada em 2011, «sempre fomos uma empresa digital, criámos a nossa identidade no Facebook. Sempre quisemos estar no “backstage”, mas o mercado mudou, e cada vez mais se valoriza o contacto pessoal», explica Miguel Tilli, CEO da Home Lovers, num encontro com jornalistas.

A ideia passou por criar um género de boutique, «um espaço que representasse a identidade da empresa» e que se afastasse da imagem de uma tradicional agência imobiliária. Assim, a agência simula uma casa, com sala, cozinha, quartos e casa-de-banho. «Mostrámos casas aos nossos clientes durante 8 anos, e agora vamos mostrar-lhes a nossa».

O espaço deverá ser também dinamizado nos meses de verão com vários tipos de evento, como workshops, exposições ou outros - «coisas que coloquem a Home Lovers no “top of mind”, não necessariamente relacionadas com o imobiliário». A ideia é contribuir para cimentar e aumentar a comunidade Home Lovers.

A empresa tem atualmente negócio, além de Lisboa, no Porto, Algarve e Cascais, e estas cidades podem também vir a ter espaços deste género, nomeadamente o Porto, onde o mercado é mais dinâmico.

 

“Vivemos para além do boom”

A criação deste espaço físico faz parte dos planos de futuro da Home Lovers. «Pensamos na estabilização do mercado, numa baixa de preços que não eram calculados de forma objetiva, e sim consoante o preço de venda do vizinho», explica Miguel Tilli.

O responsável está convicto de que o mercado atravessa agora um período de maior maturidade, e «já não se vende com a mesma rapidez do passado. Antecipamos, por isso, uma possível estagnação do mercado».

A Home Lovers testemunha já uma quebra, tanto a nível de procura, como de visitas ou propostas, depois de «dois anos de alguns preços loucos. Esses anos muito fortes trouxeram coisas boas para a cidade, mas foi mau para o cliente português». E poderão revelar-se também maus para alguns clientes que compraram imóveis demasiado acima do preço ao qual os vão conseguir vender nos próximos anos, avisa.

No entanto, a nota é muito otimista, e Miguel Tilli garante que continua a haver bastante interesse no nosso país, e a perspetiva da Home Lovers é aumentar o seu volume de negócios de cerca de cerca de 80 milhões de euros em 2019 em 10% no próximo ano: «é uma descida para o preço certo de mercado», num setor cada vez mais profissionalizado.

 

Novas apps vêm “simplificar e manter o lado pessoal”

A comunidade é muito importante para a Home Lovers, que atualmente aposta muito no Instagram, depois de anos mais fortes no Facebook. Por ocasião da inauguração da primeira loja física, lança também a nova aplicação Maggie.

Em versão beta, esta aplicação pretende funcionar como assistente virtual na compra e arrendamento de casas. Disponível para Android e IOS, a Maggie permite uma experiência «totalmente digital, rápida e intuitiva, permitindo a inserção autónoma de propriedades que queira divulgar através das plataformas da marca e a gestão das propriedades e das visitas marcadas», além de «um acompanhamento constante e especializado por parte dos accounts da equipa».