A partir do próximo ano letivo, 2026/2027, a Universidade de Lisboa vai disponibilizar 1.018 novas camas para estudantes, que se juntam às atuais 488.
Em comunicado citado pela Lusa, a Universidade de Lisboa avança que este é “um dos maiores programas de investimento em residências universitárias realizados em Portugal”, superior a 80 milhões de euros, 49,5 milhões dos quais provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que permitirá “disponibilizar um total de 1.506 camas”, respondendo a uma crónica falta de oferta de alojamento que é a principal condicionante do acesso e permanência dos estudantes no ensino superior.
Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, refere que “garantir alojamento acessível e de qualidade é hoje uma condição essencial para promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior. Este investimento traduz o compromisso da Universidade de Lisboa em proporcionar aos estudantes as melhores condições para viverem, estudarem e desenvolverem o seu percurso académico, contribuindo também para reforçar a atratividade da nossa instituição e até da própria cidade de Lisboa”, cita o idealista/news.
Investimento de 20 milhões de euros em data centers
A ULisboa também se prepara para investir mais de 20 milhões na construção de dois data centers, um no campus de Oeiras do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, e outro no campus da Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária.
Estes espaços serão dedicados à investigação científica, inteligência artificial e computação avançada. Deverão estar concluídos em outubro de 2028.
Luís Ferreira afirma que “estes data centers representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa, e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”. Assim será possível criar uma “cloud soberana para armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria universidade”, incluindo informação sensível nas áreas da saúde, biotecnologia e medicina de precisão, avança o Eco.
Atualmente, a ULisboa integra 19 escolas, frequentadas por mais de 50.000 estudantes.