DBRS afasta risco de bolha no imobiliário

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Fotografia: Pexels

A reduzida oferta de habitação deverá continuar a sustentar os preços das casas em Portugal, mesmo num contexto de menor procura, segundo uma análise da DBRS divulgada esta semana.

De acordo com o Eco/news, a agência de notação financeira antecipa um abrandamento dos fatores que impulsionaram o mercado imobiliário nos últimos anos, nomeadamente devido à menor entrada de imigrantes, à possibilidade de inflação mais elevada e a condições de financiamento mais restritivas. Ainda assim, considera que as limitações do lado da oferta, em particular a fraca resposta da nova construção, continuarão a exercer pressão sobre os preços da habitação, impedindo uma descida significativa.

A DBRS destaca que o forte crescimento da população, do emprego e dos rendimentos, aliado às baixas taxas de juro, sustentou a valorização das casas em Portugal e Espanha. Entre 2019 e 2025, Portugal recebeu cerca de 650 mil imigrantes, enquanto a economia registou também um crescimento, fatores que contribuíram para o aumento da procura.

Apesar deste cenário, a agência refere ainda ser cedo especular sobre a existência de uma bolha imobiliária, sublinhando que o atual ciclo de valorização não está assente num aumento excessivo do endividamento das famílias, ao contrário do que aconteceu antes da crise financeira.

Segundo a DBRS, o rácio da dívida das famílias face ao rendimento disponível caiu de cerca de 100% entre 2008 e 2012 para aproximadamente 50% em 2025, refletindo uma posição financeira mais sólida e reduzindo o risco de uma correção abrupta do mercado imobiliário ou de impactos na estabilidade financeira.