A Câmara de Vila Franca de Xira quer aumentar a Plataforma Logística de Lisboa-Norte, na Castanheira do Ribatejo. O objetivo será fazê-lo através de um plano de pormenor que abrange cerca de 340 hectares.
A proposta prevê que cerca de 300 hectares sejam destinados a atividades económicas, - como logística, tecnologia e centros de dados. A área mais próxima do Tejo deverá dar lugar a um parque urbano ribeirinho.
Segundo o Público citado pelo idealista/news a autarquia procura expandir face ao aumento da procura por parte de investidores, e poderá criar cerca de cinco mil empregos.
O presidente da Câmara, Fernando Paulo Ferreira, aponta a proximidade da A1, o futuro cais fluvial da Castanheira e a quadruplicação da Linha do Norte como condições para transformar a zona numa plataforma empresarial com ligações rodoviárias, ferroviárias e fluviais; pretende-se ainda criar um ramal ferroviário para servir diretamente as empresas instaladas.
A atual plataforma, desenvolvida ainda em 2008, ocupa cerca de 100 hectares, no entanto esteve quase parada durante anos. Hoje, está maioritariamente ocupada por unidades de logística e tem um centro de dados em construção.
Para o município, a nova zona de expansão vai permitir diversificar a atividade económica e reforçar o peso da tecnologia, criando também um parque público e prolongando o caminho pedonal junto ao Tejo.
Há, no entanto, quem considere que o projeto deixa ainda questões por esclarecer. PSD e IL defendem um maior enfoque na economia digital e alertam para a necessidade de reforçar a rede elétrica, tendo em conta as exigências associadas à instalação de grandes centros de dados e o risco de falhas no fornecimento. O Chega exige garantias quanto às infraestruturas e aos meios de resposta dos bombeiros. Já a CDU contesta a transformação de cerca de 295 hectares de solos agrícolas e ecológicos, estimando que a reclassificação possa gerar 491 milhões de euros em mais-valias fundiárias para proprietários e promotores. Fernando Paulo Ferreira assegura que o plano será alvo de uma avaliação ambiental estratégica e que serão realizados estudos específicos antes de qualquer avanço.
O processo encontra-se em consulta pública até esta sexta feira.