Preços das casas sobem quase 17%, com travagem nas transações

Preços das casas sobem quase 17%, com travagem nas transações
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No segundo trimestre deste ano, os preços das casas aumentaram 16,5% em termos anuais, um abrandamento de 1,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Este é o segundo trimestre consecutivo que regista uma desaceleração desta valorização.

De acordo com o Índice de Preços da Habitação – IPHab, agora publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, neste trimestre, os preços das habitações usadas aumentaram mais (18%) do que as habitações novas (12,3%).

Na comparação trimestral, o IPHab aumentou 3,6%, pouco abaixo dos 3,8% do trimestre anterior. Neste caso, os preços das casas usadas aumentaram 3,6%, uma variação próxima da observada nos alojamentos novos, de 3,5%.

O aumento dos preços foi acompanhado por uma travagem no número de transações, que desceu 6,4% em termos anuais, num total de 40.142 negócios, que representaram um valor de 10.700 milhões de euros, mais 4,2% que no período homólogo de 2025.

Deste número, as famílias foram responsáveis por 34.935 transações (87% do total), num volume de 9.300 milhões de euros (86,6%).

O peso dos compradores estrangeiros continua a descer nas estatísticas. Neste segundo trimestre, os compradores com domicílio fiscal fora do território nacional compraram 1.890 alojamentos, 4,7% do total, uma redução homóloga de 10,3%.

Do total das transações, 32.307 (80,5% do total) dizem respeito a habitações existentes, traduzindo-se numa taxa de variação homóloga de -6,6%. Relativamente às habitações novas, contabilizaram-se 7 835 transações, menos 5,7% que no mesmo trimestre de 2025.

À semelhança do primeiro trimestre do ano, entre abril e junho todas as regiões do país registaram uma descida homóloga do número de transações, especialmente a Madeira (-15%) e o Algarve (-12,4%).

Os valores das transações habitacionais continuaram a subir, em termos homólogos, à exceção destas duas regiões. As taxas de variação mais elevadas, com registos acima da média nacional de 4,2%, foram observadas no Oeste e Vale do Tejo, Centro, Região Autónoma dos Açores, Península de Setúbal e Alentejo, com aumentos compreendidos entre os 5,5% e 20,2%.