O projeto, designado ACTTO (Alojamentos Coletivos para Trabalhadores Temporários de Odemira), tem como objetivo, segundo a AHSA, garantir um alojamento digno, regulado e financeiramente sustentável. A associação apresenta-o como uma resposta estrutural ao desafio do alojamento digno no concelho.
A proposta é que o investimento seja suportado pelo Estado e por investidores privados, com a associação a apontar para a possibilidade de um financiamento público de 50%. A concretizar-se, a comparticipação pública poderá atingir oito milhões de euros.
De acordo com a apresentação da AHSA, a primeira unidade, com capacidade para 500 pessoas, deverá estar concluída até 2029. O plano prevê que as quatro unidades e as 2.000 camas possam estar operacionais até 2036.
Dentro de duas semanas, a associação prevê entregar ao Governo um estudo de viabilidade económica que sustente a proposta e permita avançar com o enquadramento legal necessário.
No entanto, o projeto está ainda numa fase preparatória. A aprovação do financiamento não está confirmada nem há data para o início das obras, e a concretização depende das condições necessárias à sua execução.
A iniciativa surge num contexto de forte pressão habitacional em Odemira, onde a população duplicou na última década, de cerca de 20.000 para mais de 40.000 habitantes, e onde a atividade agrícola depende de trabalhadores sazonais.
O ACTTO integra o pilar “Pessoas”, na área da habitação, do conjunto de projetos apresentados no colóquio, que decorreu no Cineteatro Camacho Costa, em Odemira, sob o tema “Água, Pessoas e Ambiente”. A AHSA apresentou ainda iniciativas nas áreas da integração, do emprego, da mobilidade e da educação.
Fotografia cedida pela AHSA