MAP duplica faturação e quer superar €30M em 2018

Ana Tavares |
MAP duplica faturação e quer superar €30M em 2018

 

Os números foram avançados por José Rui Meneses e Castro, co-fundador e administrador da MAP Engenharia, segundo o qual «a MAP cresceu muito a todos os níveis, nomeadamente de diversificação de portfólio ou angariação de novos clientes».

Este ano, se a empresa não voltar a dobrar a faturação, deverá pelo menos atingir os 30 milhões de euros, já que tem em carteira mais de 25 milhões de euros contratados. «Começamos a estar envolvidos em alguns projetos de grande dimensão, que estamos a acompanhar, e se algum deles chegar a avançar, poderá ser um ‘game changer’».

No ano passado, a MAP concluiu cerca de 20 obras em todo o país, nomeadamente na área da grande Lisboa ou do Porto e Norte. Diogo Abecassis, co-fundador e administrador, explica à VI que a obra da Queijaria Vale da Estrela, em Mangualde, é exemplo de uma das obras industriais em que esteve envolvida. A empresa está também envolvida na expansão de vários ginásios Fitness Hut, e tem «várias obras na área residencial, quer de reabilitação, quer de construção nova».

A hotelaria é outra das áreas onde atua, e na qual pretende continuar a apostar e «ser referência», enquanto «parceira dos hoteleiros». Em 2017, a empresa terminou dois hotéis na baixa de Lisboa e em Santiago do Cacém (Santiago Hotel Cooking & Nature, para a Discovery Hotels), além de dois edifícios de escritórios na zona ribeirinha de Lisboa, em Santos, e um novo showroom da Leroy Merlin.  Tem em mãos um novo hotel de luxo no Príncipe Real, para «um cliente inglês», e está a acompanhar «alguns negócios de escritórios no Porto», projetos de grande dimensão, no caso.

 

Área residencial «é a que tem maior expressão»

A reabilitação residencial é a área com «maior expressão na nossa carteira de momento, seja para habitação de longa duração ou short term rental, vamos acompanhando as tendências dos promotores», explica Diogo Abecassis. Da carteira para 2018, destacam um projeto no Príncipe Real, na Rua das Flores e na Rua Luísa Tody, na Rua do Ouro ou na Calçada de Santana.

À reabilitação somam-se alguns empreendimentos de construção nova, como o Santa Marta Residence, em Cascais. E a habitação permanente começa a ser mais procurada. Segundo Meneses e Castro, «sentimos no último ano mais interesse por parte dos promotores em estimativas orçamentais, e começamos a sentir novos desenvolvimentos de construção nova nas periferias para um segmento médio, fora do centro de Lisboa», dando o exemplo de Carnaxide ou Odivelas, «um alargamento da metrópole».

Isto leva os responsáveis a crer que «o mercado vai continuar dinâmico, e vão aparecer mais projetos deste género». Apesar de «continuar a haver carência de stock», acreditam que «vão aparecer compradores com tickets mais baixos».

 

«Imobiliário tem de se adaptar também ao mundo»

No mercado atual, apesar de continuarem a procurar os projetos mais rentáveis, os promotores começam a apostar em novos segmentos. Entre as novas tendências estão, por exemplo, o co-living, ou novos segmentos de habitação mais baixos. E o mercado de escritórios deverá dar um salto nos próximos tempos, contribuindo para essa tendência.

«Os perfis dos investidores são diferentes. Uns querem fazer a sua saída mais rápida, outros procuram investimento de longo prazo». Meneses e Castro acredita que «o mercado que existe agora dá-nos notoriedade, requalifica a cidade, e isso vai atrair as empresas posteriormente» para que novos segmentos possam surgir.

E, num mundo em que «as pessoas já não fazem grandes compromissos para a vida», as mesmas «precisam sempre de espaço físico para estar. A nossa aposta enquanto empresa construtora é muito essa. O mercado pode arrefecer num setor, mas pode aquecer noutro, e os espaços terão de ser adaptados em função dessas tendências, com métodos mais sofisticados».