Os retalhistas dos centros comerciais geridos pela Klépierre registaram um aumento de 3,9% das vendas (like-for-like) no primeiro semestre deste ano. A afluência nos centros comerciais aumentou 1,2% neste período.
Segundo a Klépierre, estes resultados confirmaram uma dinâmica sólida no primeiro semestre deste ano. A procura por espaços comerciais de qualidade continua a superar a oferta, o que está a impulsionar uma intensa atividade de comercialização e um crescimento das rendas.
Assim, a taxa de ocupação financeira do grupo atingiu os 97,1%, 10 pontos base acima de igual período do ano passado. O volume de contratação subiu 8% em termos homólogos, e as rendas subiram 5% em renovações e novas comercializações, enquanto o rácio de custo de ocupação se mantém estável em 12,5%. Os rendimentos líquidos das rendas subiram 4,4%, face ao ano passado.
O resultado líquido consolidado da Klépierre, de acordo com as IFRS, foi de 757,8 milhões de euros, 684,7 milhões de euros atribuíveis aos acionistas da sociedade-mãe.
De acordo com a empresa, a sua carteira de ativos prime “continua a captar uma proporção cada vez maior da procura de espaços comerciais. Este posicionamento reflete-se na crescente concentração das principais marcas internacionais nos ativos da Klépierre, em linha com a sua estratégia de aposta em localizações de máxima qualidade”.
“Graças a uma carteira de ativos sustentada pelas marcas líderes de cada categoria, desde marcas de rápido crescimento em saúde e beleza, operadores de lazer e fitness, até conceitos inovadores de restauração e bebidas, a Klépierre assume-se como a plataforma cotada de centros comerciais mais sólida do mercado”, pode também ler-se em comunicado de imprensa.
Em paralelo, a Klépierre continuou a impulsionar a monetização da afluência de clientes através da implementação progressiva das suas soluções de geração de rendimento nos centros comerciais, cujas receitas aumentaram 13,4% durante o primeiro semestre, impulsionadas principalmente pelas atividades de Specialty Leasing e Retail Media.
Neste período, a Klépierre manteve “uma estratégia firme de afetação de capital a ativos de elevada qualidade situados nos mercados mais dinâmicos da Europa, onde os fundamentos de crescimento são mais sólidos. Ao longo dos últimos anos, esta estratégia de investimento focada permitiu ao grupo gerar um crescimento sustentado das rendas acima do mercado”, e o sul da Europa é exemplo disso. O contributo desta região para os rendimentos líquidos de rendas aumentou significativamente, passando de 35% em 2019 para 45% no primeiro semestre de 2026, “refletindo a sólida execução da estratégia do grupo e o crescente contributo das suas regiões de maior crescimento”.
Por outro lado, o EBITDA cresceu 4,8%. Este resultado, aliado a um aumento das despesas financeiras, deu origem a um aumento de 3% no cash flow corrente líquido.
Perante os bons resultados e apesar da geopolítica internacional, a Klépierre acredita que vai manter “um sólido crescimento rentável durante o resto do exercício” de 2026, revendo em alta as suas previsões. Espera atingir um EBITDA de, pelo menos, 1.150 milhões de euros, bem como um cash flow corrente líquido por ação situado na parte alta do intervalo previsto, entre 2,77 e 2,8 euros.