Centros Comerciais

Vendas nos centros comerciais 20% acima dos níveis pré-pandemia

Ana Tavares |
Vendas nos centros comerciais 20% acima dos níveis pré-pandemia

A faturação das lojas dos centros comerciais portugueses registou em 2022 um crescimento de 20,6% (incluindo retalho alimentar) face a 2019, que registava ainda níveis pré-Covid.

Esta é uma das principais conclusões de um estudo recente da Reduniq Insignt, desenvolvido para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), segundo o qual esta variação positiva das lojas é essencialmente explicada com o aumento do número de transações, que subiram 20,9% face a 2019.

Rodrigo Moita de Deus, CEO da APCC, comenta em comunicado que «o ano passado foi um ano de recuperação plena para os nossos lojistas. Apesar de ter começado com grandes restrições de circulação, e apesar das pressões inflacionistas, acabou por ser um dos melhores anos de sempre para as lojas dos centros comerciais. Resultado do profissionalismo e dinâmica que todos souberam colocar», completa.

Na análise trimestral, fica patente que o 4º trimestre foi o mais representativo em termos de vendas, como habitual, representando 31,7% das mesmas, que comparam com os 30,5% de igual trimestre de 2019.

Segundo a Reduniq, apesar do impacto da inflação em 2022, o ticket médio das compras em lojas dos centros comerciais foi semelhante ao registado em 2019, de 37,2 euros. O valor da compra média é mais elevado ao fim-de-semana, fixando-se nos 38,3 euros. Os dias de sexta a domingo representam cerca de 50% da faturação em centros comerciais, com cerca de 34% da faturação a registar-se aos sábados e domingos. Nos dias úteis, o período mais forte é a partir das 17h, e representa 42% da faturação.

Moda, perfumarias e restauração foram os setores mais significativos ao nível do consumo em centros comerciais, registando valores de compra média superiores aos registados em 2019.

Analisando por setores, o estudo mostra que 34% do total da faturação registada em centros comerciais diz respeito à moda, 28% aos supermercados, 14% à restauração. Cabeleireiros ou restauração registaram um crescimento mais expressivo, devido ao aumento dos pagamentos em cartão.