Retalho espera «expansão e proximidade ao consumidor» em 2017

Ana Tavares |
Retalho espera «expansão e proximidade ao consumidor» em 2017

O departamento de Research & Consultoria da consultora prevê, nomeadamente, «movimentação no segmento de centros comerciais, por força da expansão de equipamentos que já operam no mercado e que procuram melhorar a sua oferta de serviços e introduzir upgrades nas suas instalações». Por outro lado, avança em comunicado, «iremos assistir igualmente a uma tendência crescente de consolidação de novos conceitos que apostam no comércio de bairro e lojas físicas cada vez mais apelativas e inovadoras, com recurso a promoções e ações de comunicação competitivas, fazendo face ao e-commerce».

A Worx traça este cenário depois de um ano positivo para o setor, somando um stock de 3 milhões de metros quadrados de ABL de centros comerciais, que viu nascer em 2016 o Nova Arcada, em Braga, e 3 novos retail parks. A renda prime dos centros comerciais fixa-se nos 90 euros/m²/mês.

Mas foi o comércio de rua que mais se destacou e deverá continuar a crescer este ano. Os setores da restauração e moda dominaram as novas aberturas, maioritariamente de origem nacional. Só na Avenida da Liberdade é de registar a entrada de vários players internacionais de luxo, entre os quais a Pinko, Chanel, Dior, Versace, Bvlgari ou Armani Exchange, entre outros.

Os centros históricos continuam a ser a localização preferencial dos retalhistas de rua e, com a escassez de oferta disponível, começam a optar por localizações secundárias e/ou residenciais. O valor da renda prime no comércio de rua já se fixa nos 110 euros/m²/mês na Avenida da Liberdade/Chiado.