Retalho

McDonald’s abre restaurante de 700 m² no Marquês de Pombal

Susana Correia |
McDonald’s abre restaurante de 700 m² no Marquês de Pombal

Atuando em representação do proprietário do imóvel, a Merlin Properties, em comunicado a consultora realça que «esta nova abertura na principal praça lisboeta, trará uma nova dinâmica à localização, consolidando a mesma como destino de retalho».

«Não é todos os dias que temos a oportunidade de colocar uma das marcas líderes e de maior referência no mundo, num espaço detido por um proprietário de excelência e reconhecido a nível internacional e localizado numa das praças mais emblemáticas do país. Como tal, esta sinergia perfeita tem tudo para se traduzir num enorme sucesso para todas as partes», comenta João Esteves, associate do departamento de retalho da Cushman & Wakefield.

Pelas contas da consultora, divulgadas na edição de outono do Marketbeat Portugal 2020, nos primeiros seis meses deste ano foram inauguradas apenas 140 lojas na cidade de Lisboa, na sua esmagadora maioria( 94%) do formato do comércio de rua, sendo que 74% dizem respeito a operadores na área da restauração. Só no eixo das Avenidas Novas foram registadas 20 aberturas.

Lembrando que o retalho foi um dos segmentos imobiliários que mais tem sofrido na pele o impacto da pandemia, ao longo do 1º semestre de 2020, a C&W identificou apenas 300 novas aberturas de lojas em Lisboa e Porto, traduzindo a ocupação de uma área total de 92.100 m² e «representando uma quebra expressiva, na ordem dos 50% face ao ano anterior». Ainda assim, a tendência observada nos últimos anos manteve-se, com o predomínio do comércio de rua – correspondendo a 73% do número de operações – e do setor da restauração – dominando 64% dos arrendamentos.

Em contrapartida, e como ficou patente na apresentação aos jornalistas que decorreu esta quinta-feira, o investimento imobiliário em ativos de retalho disparou em 2020; representando 46% - cerca de 1.060 milhões de euros – do montante total investido na compra de ativos no nosso país até setembro. Um valor fortemente influenciado pela concretização de uma operação atípica no nosso país: a venda do portfólio Prime, pela Sonae Sierra, por 800 milhões, e que dificilmente se repetirá nos próximos tempos, como reconheceu na mesma ocasião o Head of Capital Markets da C&W, Paulo Sarmento.