Centros Comerciais

Centros comerciais anunciam apoio de €305M aos lojistas

Ana Tavares |
Centros comerciais anunciam apoio de €305M aos lojistas

Em comunicado de imprensa, a APCC avança que estão em causa «descontos, incentivos aos lojistas, reduções de custos de operação e o regime excecional de mora das rendas, que permite diferir o pagamento destas mensalidades para 2021 e 2022».

No mesmo comunicado, António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, comenta que «estas medidas são resultado de uma postura de diálogo e cooperação entre os centros comerciais e os seus lojistas, assumida desde a primeira hora. Demonstram, assim, a capacidade do setor de trabalhar em conjunto para encontrar soluções equilibradas, que assegurem a sustentabilidade de todas as partes».

«Tal como na crise económica de 2010-2012, sabemos como fazer face a estes desafios assegurando a viabilidade do setor do retalho e de toda a sua cadeia de valor, que emprega mais de 100 mil pessoas de forma direta e 200 mil de forma indireta», afirma o responsável.

Acrescenta ainda que os associados estão conscientes da necessidade de «monitorização contínua» que este contexto exige, e que será imprescindível que, como até aqui, proprietários e gestores continuem a gerir o impacto desta crise encontrando as soluções necessárias de acordo com as características de cada centro e cada lojista.

Por seu turno, a Associação de Marcas de Retalho e Restauração já pediu que a APCC dê mais pormenores sobre estes apoios «a bem da transparência de mercado, num momento de conjuntura adversa». Numa nota citada pelo Expresso, a AMRR alerta que «o problema real do impacto económico durante o período em que as lojas estiveram fechadas, tendo por base apenas as rendas mínimas mensais, é superior a 250 milhões de euros e, sobre este problema e salvo raras exceções, nem a AMRR, nem os seus associados receberam uma solução clara e evidente de apoio».

A associação acredita que a solução para o setor «tem de passar pelo poder legislativo, sob pena de haver um impacto económico maior, com perda de mais de 100.000 postos de trabalho diretos, mais de 200.000 postos de trabalho indiretos e custos acrescidos para o Estado estimados em mais de 2 mil milhões de euros».

 

Reabertura em pleno esta segunda-feira

De recordar que os centros comerciais da região de Lisboa vão poder voltar a funcionar em pleno a partir desta segunda-feira. Os restantes centros do país reabriram a 1 de junho, mas o aumento do número de casos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo atrasou o funcionamento em pleno dos shoppings na área metropolitana.

António Sampaio de Mattos afirma que «a APCC congratula-se com a decisão do Governo de, finalmente, permitir a reabertura em pleno dos centros comerciais da Área Metropolitana de Lisboa, a partir do dia 15 de junho. Estes espaços têm todas as condições para continuar a garantir a segurança de visitantes e colaboradores das lojas, cumprindo as regras estabelecidas por todas as entidades governamentais e de saúde, tal como vêm demonstrando os centros comerciais que desde o dia 1 de junho estão funcionar por todo o país, sem limitações».