FNRE já tem 17 subfundos criados

FNRE já tem 17 subfundos criados

 

Estão em causa cinco municípios, três universidades, dois politécnicos e uma Misericórdia, segundo noticia o DV. O anúncio foi feito pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, durante uma cerimónia que decorreu ontem na Biblioteca de Tomar, que anunciou que os 11 subfundos criados na ocasião e os 5 protocolados anteriormente, dois dos quais já aprovados pela CMVM, vão permitir colocar no mercado as primeiras habitações acessíveis no final de 2019.

Esta semana aderiram ao fundo as autarquias de Tomar, Abrantes, Santarém, Idanha a Nova e Gouveia. Gerido pela Fundiestamo, o FNRE vai «complementar o pacote de arrendamento acessível», segundo o governante.

Para já, estão contemplados 49 imóveis e 219 fogos, além de 1.000 camas para estudantes, um quarto das quais estarão disponíveis «já no último trimestre de 2019», segundo Matos Fernandes. Este portfólio representa um total de 19 milhões de euros, aos quais se juntam 18 milhões de euros para obras, num investimento total de 37,7 milhões de euros.

Em 2021, o Governo quer chegar às 7.000 camas e mais de 1.350 fogos, passando a habitação pública dos 2% para 5% do parque habitacional, numa altura em que «a falta de habitação é uma questão grave».

Alberto Souto Miranda, presidente da Fundiestamo, referiu nesta ocasião que «o FNRE é um instrumento poderoso de políticas públicas de habitação» que proporciona «arrendamento residencial nos centros urbanos e residências para estudantes a preços acessíveis». Tem como vantagem não implicar investimento do Orçamento do Estado, além de não obrigar as entidades a endividarem-se ou a usarem capitais próprios, dispensando-as «dos ónus das contratações e das obras» e pagando «uma rentabilidade aos participantes muito acima do que a banca pratica».