Zome quer faturar €38M no seu primeiro ano

Ana Tavares |
Zome quer faturar €38M no seu primeiro ano

Os números foram avançados por Patrícia Santos, CEO da Zome, em entrevista à VI. A responsável explica que a empresa nasceu da fusão da Business e da Pr1me e «da necessidade de evoluir e criar um serviço diferente e inovador, com total liberdade para implementar modelos de trabalho mais evoluídos e disruptivos, sem ter de esperar por aprovação global».

Sem avançar números, a responsável afirma que o balanço da atividade até agora «não podia ser melhor e está perfeitamente alinhado com os valores que tínhamos estimado». A empresa quer abrir oito novos hubs imobiliários na zona de Lisboa, do Porto, Algarve, Setúbal, Santarém, Viseu, Aveiro e Figueira da Foz, criando 470 novos postos de trabalho. Depois de inaugurar recentemente o hub de Málaga, prepara-se para abrir outros centros em Sevilha, Marbella, Barcelona e Canárias, que se juntam assim a Madrid.

A maior parte da oferta de 4.000 imóveis da Zome é dirigida ao segmento médio e médio-alto. Ainda este ano será lançada a Zome Luxury, focada apenas no mercado de luxo, que representa atualmente 20% da oferta.

«2020 será um ano de consolidação, em que vamos acelerar ainda mais a nossa expansão em Portugal e além-fronteiras», afirma Patrícia Santos. O objetivo da empresa é ser líder ibérica num prazo de 5 anos a nível de volume de negócios e número de transações.

 

Tecnologia e formação são as grandes bandeiras da Zome

«O nosso objetivo é oferecer as melhores ferramentas de trabalho aos nossos consultores, com base na experiência adquirida e numa formação e tecnologia avançadas, de forma a prestarmos um serviço mais eficiente e personalizado aos nossos clientes», explica Patrícia Santos.

A aposta na tecnologia «é o principal elemento diferenciador da Zome», que conta com uma equipa de desenvolvimento permanente, incorporando soluções de inteligência artificial e big data. A empresa desenvolveu por exemplo o Zome Tool Kit, que reúne numa mesma plataforma várias ferramentas que permitem aos consultores fazer estudos de mercado de forma rápida. E prepara novidades para os próximos meses, como uma parceria com a IBM.

«A inovação tecnológica que a Zome está a injetar no mercado imobiliário tem o condão de humanizar relações e não o contrário, como muitas vezes se teme. Estimula o tratamento personalizado, capaz de dar respostas rápidas e assertivas aos desafios únicos que cada cliente coloca e dessa forma gera transparência, empatia e segurança, garantindo o acompanhamento não invasivo que todos gostamos de ter num processo tão marcante como costuma ser o de compra e venda de um imóvel», explica a CEO.

Por outro lado, é também pela formação que a empresa se pretende distinguir da concorrência, «dando resposta às necessidades dos clientes e dos consultores, para melhor se adaptarem às mudanças de mercado». E completa que «somos a única imobiliária a definir critérios de seleção de quem pode vir a desenvolver a sua carreira na Zome, através de um processo de certificação. Com isto damos os primeiros passos para a concretização da nossa visão que é desafiar o status quo da mediação, elevando a fasquia do que representa ser consultor imobiliário».

 

Falta de oferta leva ao abrandamento do mercado 

Relativamente à performance do mercado nos próximos tempos, Patrícia Santos acredita que pode haver «um ligeiro abrandamento, motivado pelo facto de haver muito mais procura do que oferta. É o nosso papel sensibilizar os promotores imobiliários para a necessidade de criarem produto novo, sobretudo num segmento médio/baixo, aquele que neste momento é mais procurado e precisa de ser alimentado».

E completa que «acreditamos que os preços deverão estabilizar nos centros das grandes cidades e poderão continuar a subir ligeiramente, até final do ano, nas periferias, áreas mais procuradas nesta altura por quem não tem capacidade de investir ou continuar a viver nos centros das principais cidades, como Lisboa e Porto».