Habitação

Volume de negócios da C21 sobe 6% no 3º trimestre

Ana Tavares |
Volume de negócios da C21 sobe 6% no 3º trimestre

Nestes três meses, a rede registou 3.363 transações de venda de imóveis, valor em linha com as 3.331 registadas no ano passado. Mas o preço médio de venda de habitação fixou-se nos 148.506 euros, mais 5% face aos 141.583 euros registados entre julho e setembro de 2019.

A rede destaca a performance no segmento do arrendamento, que registou um aumento de 26% no número de transações para 829.

Por outro lado, analisando o negócio desde o início de 2020, fica clara a recuperação da atividade imobiliária na rede Century 21. Do segundo para o terceiro trimestre deste ano, o número de transações de venda subiu 44% e o das operações de arrendamento 92%, o que levou a uma subida de 35% no volume de negócios mediados e um acréscimo de 16,8% na faturação da empresa, que já supera os 13,5 milhões de euros nestes últimos três meses.

Na comparação “year to date”, a rede regista uma faturação acumulada de 32,54 milhões de euros desde janeiro, 1,2% acima de igual período do ano passado.

Desde o início do ano, a rede somou 1.849 operações de arrendamento e 8.580 transações de venda.

A C21 identifica que a procura de habitação «tem registado níveis muito elevados desde o início da pandemia e continua bastante ativa, quer nos canais digitais, quer com recurso aos consultores especializados. Embora algumas famílias tenham procurado soluções de habitacionais com características diferentes das que anteriormente se registavam – tipologias de imóveis e zonas fora do centro das grandes cidades – a realidade é que essa tendência de procura não se materializou nas transações imobiliárias realizadas».

E lembra que «o principal motor do mercado imobiliário são as famílias portuguesas. A procura de habitação está intrinsecamente ligada às alterações das dinâmicas familiares e estes fatores ocorrem naturalmente, em qualquer contexto económico ou social».

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, destaca em comunicado que «a pandemia veio colocar a habitação numa nova perspetiva. A situação habitacional e a valorização da casa foram acentuadas. As famílias estão mais conscientes das suas expectativas relativamente à habitação e motivadas para realizar mudanças. O fator crítico de entrave continua a ser a evidente escassez de oferta ajustada às necessidades e à real capacidade financeira da classe média portuguesa».

Lembra que «nos últimos anos, a grande aposta na oferta de novos produtos imobiliários tem sido efetuada em segmentos premium, cujos valores não são compatíveis com os rendimentos da maioria das famílias e dos jovens portugueses». Por isso, acredita que «com a chegada ao mercado de novas soluções de habitação - quer para aquisição, quer para arrendamento - ajustadas ao poder de compra da classe média, será mais fácil suprir as atuais necessidades do mercado e contribuir para uma recuperação mais rápida do setor imobiliário e da economia nacional», conclui.