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Take up de escritórios em Lisboa soma os 162.000 m2

Ana Tavares |
Take up de escritórios em Lisboa soma os 162.000 m2

Em 2021, foram colocados cerca de 162.000 metros quadrados de escritórios na zona de Lisboa, mais 17% que os 138.000 colocados ao longo de 2020.

De acordo com o Office Flashpoint da JLL, ao longo do ano registaram-se 137 operações, com uma área média de 1.180 metros quadrados. A zona do Corredor Oeste foi a mais dinâmica, com 31% do total, seguida pelo Parque das Nações e pela Zona 7, com 19% cada. As empresas de TMT’s & Utilities lideraram a procura, com 31% da área tomada.

A JLL garantiu 39% da área total colocada por agências na zona de Lisboa. Atuou em 51 dos 137 negócios registados ao longo do ano.

Só em dezembro foram colocados 23.700 metros quadrados em Lisboa, com destaque para duas operações com áreas superiores a 4.000 metros quadrados, nomeadamente a instalação da Clara Net no Hub Criativo do Beato.

Colocação sobe 5% no Porto

Já na zona do Porto, o ano também fechou em alta face a 2020, com 57.000 metros quadrados de área ocupada, mais 5% que no ano anterior.

Aqui, a área média por operação foi de 900 metros quadrados. A zona do CBD – Boavista foi a mais procurada pelas empresas, com 44% da área tomada, com o setor de Outros Serviços a representar 28% do take up.

A consultora esteve envolvida em 11 das 63 operações registadas no Porto.

Dezembro foi especialmente dinâmico para a Invicta, com 16.300 metros quadrados colocados, 29% do total do ano. Destaque para duas operações com mais de 4.000 metros quadrados, incluindo a tomada de 4.500 metros quadrados pela Concentrix no POP Porto Office Park.

Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL, comenta em comunicado que «2021 foi um ano de desafios num setor que está em grande transformação. A forma como trabalhamos mudou e os modelos de ocupação dos escritórios estão também a ser reinventados e adaptados, com reflexos evidentes nos requisitos da procura, não significando isso a perda de negócio ocupacional».

E acrescenta que «os resultados do ano em Lisboa e no Porto, com crescimento face a 2020 e um registo de forte atividade nos últimos meses do ano, comprovam que existe uma procura efetiva para ocupar escritórios, incluindo a que está disposta a reservar área já para garantir os melhores escritórios dentro de dois anos. E, de facto, uma das grandes questões em ambos os mercados não é realmente a escassez de procura, mas sim a falta de oferta adequada aos requisitos da procura e que tenha uma disponibilidade imediata».