Habitação

Programa de Recuperação e Resiliência destina €1.251M para habitação

Ana Tavares |
Programa de Recuperação e Resiliência destina €1.251M para habitação

A informação foi dada esta segunda-feira pelo Primeiro Ministro, António Costa, que visitava o Porto no âmbito da celebração de um acordo entre a Câmara do Porto e o IHRU que vai permitir que 1.740 famílias do Porto sejam realojadas nos próximos anos, no âmbito do programa 1º Direito.

Lembrou que a ausência de uma política que assegure habitação digna para todos «é uma vulnerabilidade muito grande que o país tem», que deve ser superada com o investimento proveniente do PRR, entregue em Bruxelas em outubro.

1.251 milhões de euros do PRR serão destinados à habitação, aproveitando «uma grande oportunidade» para a concretização da Nova Geração de Políticas de Habitação, aprovada em 2018. «São 1251 milhões de euros a ser investidos nos próximos seis anos, inclusive em respostas de matéria de habitação social», avançou António Costa, citado pela Lusa e pelo Negócios.

O PRR «identifica um conjunto de vulnerabilidades que têm de ser prioritárias resolver para que no futuro possamos estar mais bem preparados para enfrentar situações adversas como a que estamos a viver».

António Costa lembrou que o Governo vai continuar a apostar na classe média e na melhoria do seu acesso à habitação, nomeadamente através de financiamento fora da consolidação orçamental, «que auxilie a financiar programas de resposta à classe média e de acesso a arrendamento acessível». Isto porque «é fundamental podermos conjugar essas duas necessidades porque aquilo que é a riqueza de uma cidade é a sua diversidade social», cita o Público.

Programa “especial” de €250M para áreas metropolitanas

António Costa lembrou também que o Governo tem previsto um «programa especial» de 250 milhões de euros para financiar «operações integradas de intervenção sobre as manchas de pobreza» nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde existe «um forte contraste».

Segundo o Primeiro Ministro, «nestas áreas, devem ser feitas intervenções físicas, no edificado, e outras na qualificação das pessoas», e também ao nível da «empregabilidade, do reforço da capacidade de intervenção das escolas e do combate às dependências».