Preços das casas aumentam 17,8%, mas vendas caem

Preços das casas aumentam 17,8%, mas vendas caem
Fotografia: Pexels

Os preços da habitação em Portugal subiram no início de 2026. De acordo com os dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação (IPHab) registou um aumento homólogo de 17,8% no primeiro trimestre deste ano, menos 1,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

Valorização dos preços da habitação mais acentuada nas habitações existentes

A valorização foi mais acentuada no segmento das habitações existentes, com um crescimento de 19,7% no preço. Já as habitações novas, registaram um aumento de 12,6%. Em comparação com o trimestre anterior, o (IPHab) subiu 3,8%, com os alojamentos existentes a apresentarem uma variação de 4,2% e os novos de 2,7%.

Apesar da subida dos preços, entre janeiro e março, foram transacionadas 37.745 habitações, menos 8,7% a nível homólogo.

Do total de transações realizadas, 80,4% corresponderam a habitações existentes, num total de 30.356 unidades, menos 8,0% em termos homólogos. Já as vendas de habitações novas recuaram 11,6%, para 7.389 unidades.

Valor das transações aumentou

Ainda assim, o valor global das transações aumentou. No primeiro trimestre, os negócios imobiliários totalizaram 9,9 mil milhões de euros, mais 3,2% face ao período homólogo. O valor das transações de habitações existentes cresceu 6,9%, para 7,5 mil milhões de euros, enquanto o das habitações novas diminuiu 6,8%, fixando-se em 2,4 mil milhões de euros.

Famílias são responsáveis por 87% das transações

As famílias continuaram a dominar o mercado, sendo responsáveis pela aquisição de 32.828 habitações, o equivalente a 87% do total das transações. Em termos financeiros, estas compras representaram 8,6 mil milhões de euros, ou 86,4% do valor total movimentado no mercado.

Já a procura por parte de compradores com domicílio fiscal fora de Portugal voltou a diminuir. No primeiro trimestre foram registadas 1.770 aquisições por não residentes, menos 15,6% do que no mesmo período de 2025. 

Madeira, Açores e Algarve com menor número de transações

A nível regional, todas as regiões do país registaram uma redução no número de transações. As quedas mais expressivas ocorreram na Região Autónoma da Madeira (-25,6%), nos Açores (-11,4%) e no Algarve (-10,7%). Em contrapartida, algumas regiões continuaram a apresentar aumentos significativos no valor das transações, destacando-se a Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, com crescimentos entre 4,6% e 16,6%.