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Lisboa designada melhor cidade para trabalhar remotamente

Felipe Ribeiro |
Lisboa designada melhor cidade para trabalhar remotamente

De acordo com um relatório elaborado pela consultora imobiliária internacional Savills - Savills Executive Nomad Index, Lisboa é o melhor local para um nómada executivo viver.

Lisboa, num período pré-pandemia, já se tratava de uma cidade de eleição para os nómadas digitais, por via do clima agradável e de um custo de vida competitivo. A capital portuguesa, para além de conter níveis de poluição baixos, disponibiliza também vantagens no que toca às acessibilidades e conexões de transportes, tendo o Aeroporto de Lisboa muito próximo do coração da cidade.

Com o findar da pandemia, registam-se também mudanças no local de trabalho: de um espaço de trabalho onde os colaboradores se sentam frente aos ecrãs passou para um novo modelo adaptável, centrado na promoção da ligação humana e da criatividade, que, como resultado, traz uma maior produtividade, novas oportunidades e novas experiências aos colaboradores. Ricardo Garcia, Residential Director da Savills Portugal, considera que «os empresários da área da tecnologia são também atraídos pelo estatuto florescente de Lisboa como um centro tecnológico. Os custos imobiliários são baixos e existe uma forte reserva de talentos locais, sendo que as empresas estão a mudar a sua sede para Portugal, estando a cidade a tornar-se cada vez mais internacional. Não vejo Lisboa ou Portugal a abrandar tão cedo».

De salientar ainda que, o Algarve ocupa a 4ª posição, no que diz respeito à realidade do trabalho remoto, oferecendo muitos dos mesmos benefícios que Lisboa confere, como por exemplo, o clima.

Em termos internacionais, Miami ocupa a 2ª posição e o Dubai a 3ª. Os nómadas executivos estão a transformar o mercado de casas de férias ou segundas casas em mercados com uma duração anual, «o nómada moderno executivo é proprietário de uma Villa no Algarve ou de um condomínio em Miami, assiste a chamadas Online a partir do seu home office e embarca num voo com destino a Londres, Nova Iorque, ou Genebra para participar na reunião trimestral de Direção», refere Paul Tostevin, chefe da Savills World Research.