Freeport: “Trabalhamos o turismo de forma 360º”

Ana Tavares |
Freeport: “Trabalhamos o turismo de forma 360º”

O centro trabalha também «nas diferentes etapas do ciclo de vida de um turista. Para além das parcerias nacionais e internacionais e da publicidade nas diferentes plataformas, estamos cada vez mais a apostar na seleção da oferta, no serviço e acolhimento».

Exemplo disso é o processo de certificação Welcome Chinese, «que estamos a desenvolver e que representa o nosso esforço para responder melhor às necessidades deste mercado em particular que tem diferenças culturais muito fortes», explica o responsável.

Estas estratégias acontecem numa altura em que os turistas têm um peso de cerca de 20% no volume total de vendas. Só no ano passado, «2015 os clientes extracomunitários foram responsáveis por uma subida de 13% em valor e uma subida média de 4% no valor médio de compra. Dos visitantes, e considerando o espaço europeu, as principais origens, são Espanha, Alemanha, França. Ao nível dos clientes extracomunitários, o top 3 é constituído por Angola, Brasil e China», especifica Nuno Oliveira, sem no entanto revelar quanto gastam, em média, no centro.

Recentemente, o Freeport anunciou várias empreitadas no centro, resultado de um investimento de 20 milhões de euros, a levar a cabo dentro de 1 ano, sem necessidade de encerramento do shopping. O “novo” Freeport terá uma nova praça de restauração e mais lojas, passando das atuais 95 para 130, alterando o mobiliário de rua, os espaços verdes, as fachadas das lojas, sinalética ou casas de banho, aumentando em 150 o número de postos de trabalho.

Nuno Oliveira nota que «a reformulação do Freeport Fashion Outlet visa tornar o espaço mais agradável e acolhedor e reforçar a oferta de moda e luxo presente no centro bem como a criação de uma nova praça dedicada à gastronomia. Com este novo layout, o Freeport terá um total de 35 novas lojas para comercializar, o que permite responder às solicitações existentes que até ao momento não podiam ser satisfeitas por falta de capacidade de área comercializável».

O responsável não adiantou, no entanto, que novas marcas vão acolher no centro, mas referiu que «o facto de estarmos integrados num grupo internacional permite-nos um contacto muito mais próximo com as grandes marcas internacionais. Esse contacto próximo será patente quando forem reveladas as marcas que o Freeport Fashion Outlet se prepara para receber nos próximos meses».

Este é o principal foco do centro este ano, «ao mesmo tempo que protegemos e conservamos a boa experiência de compras dos nossos visitantes. Naturalmente, teremos iniciativas muito interessantes para os nossos visitantes, mas iremos revelá-las faseadamente».

Em 2015, o Freeport aumentou em 6,2% o seu volume de vendas, atingindo um novo recorde não especificado. Já os visitantes, cresceram 3,8% em número.