Escritórios flexíveis com serviços “são o futuro” no ‘novo normal’

Ana Tavares |
Escritórios flexíveis com serviços “são o futuro” no ‘novo normal’

É o que afirma Nuno Condinho, Diretor Geral da Maleo, em entrevista à VI. A operadora nacional de full-serviced office spaces conta já com 4 espaços na capital, e o quinto deverá abrir ainda este mês no Parque das Nações, num total de 1.200 m². Outras localizações incluem a rua Castilho, rua Mouzinho da Silveira, Avenida da República ou Avenida da Liberdade, que já acolhem 150 empresas, 75% das quais PMEs portuguesas.

Depois de fechar o ano com um investimento de 3 milhões de euros, pretende «consolidar os projetos lançados neste ano marcante», diz o responsável, que garante encarar o futuro «com confiança». Depois de Lisboa, e com o objetivo de ter «uma rede nacional» de espaços de trabalho flexíveis, a Maleo aponta agora o seu foco para Norte: «temos o Porto no nosso mapa. O nosso objetivo é termos uma rede nacional que permita soluções em diferentes localizações».

O responsável não avança o investimento previsto para esta expansão ou para o próximo ano, já que «vai depender da localização ou dos edifícios escolhidos». Mas revela que o Porto pode esperar «seguramente um produto premium e inovador em termos de design e funcionalidade, para proporcionar soluções de ocupação flexível às empresas que procurem um escritório no Porto, com todos serviços incluídos, chave na mão, e uma duração flexível».

A Maleo já criava escritórios flexíveis antes da pandemia, e no novo normal «estamos a desenhar espaços que assegurem uma ocupação flexível, com segurança e conforto, que permitam às empresas e pessoas escolher o tipo de ocupação de que mais se adequa às suas necessidades».

«Apresentamos, igualmente, contratos mensais com total flexibilidade. Com isto, o negócio dos clientes poderá crescer connosco, a começar em pequenos espaços para uma pessoa, com todos os serviços incluídos, até à personalização da ocupação, à medida dos requisitos que nos sejam colocados». E exemplifica: «pisos completos com todos os serviços, apoio de equipa de receção, facilities, acesso a salas de reunião, espaços de lazer e copa privativa, de modo a assegurar total privacidade e o mesmo nível de serviço».

Isto numa altura em que «muitas empresas já não querem um arrendamento por 3 ou 5 anos e procuram flexibilidade e serviços, contrato de 1, 6 ou 12 meses, com tudo incluído, para que se possam focar no seu negócio e ajustar o plano, contra “sobressaltos” de atividade».

A procura dos espaços da Maleo «começa na pequena empresa, que vai à procura apenas de morada e serviço telefónico, com o produto de escritório virtual». Mas também procuram «o primeiro escritório permanente com 1 a 10 pessoas, até ao cliente corporate com 50 ou mais ocupantes. Mas sempre com o mesmo nível de serviço: projeto de arquitetura, construção, manutenção, limpeza, mobiliário, telecomunicações, apoio de equipa», explica.

 

Grandes ocupantes “procuram mitigar riscos de ocupação”

Nuno Condinho identifica que «a natureza da procura está a evoluir num novo sentido, através de grandes ocupantes com estruturas corporate, que procuram mitigar os riscos de ocupação e veem no modelo de escritório flexível com serviços a solução para os próximos meses ou ano».

«Isto permite-lhes concentrarem-se exclusivamente no seu negócio, estando preparados para o crescimento ou ajuste em função das circunstâncias», explica o responsável.

Nuno Condinho admite que «o teletrabalho teve impacto em toda a atividade económica, e nós não fomos exceção. Temos menos pessoas nos centros Maleo, algumas trabalham remotamente, mas os clientes continuam connosco. Vários começam a optar pelo nosso modelo FlexWorking, em que parte da equipa trabalha remotamente e os restantes trabalham em qualquer uma das nossas localizações, reservando ao dia, à medida das suas necessidades». A Maleo «tem soluções que permitem às pessoas regressar gradualmente, com a ocupação de diferentes localizações, à medida das suas necessidades».