Segundo os dados do INE, no 4º trimestre de 2025, estima-se que tenham sido concluídos cerca de 4,1 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções, o que representa uma diminuição homóloga de 4,2%. O recuo surge depois da redução de 5,1% registada no terceiro trimestre do mesmo ano.
As construções novas continuaram a representar a maioria das obras concluídas, correspondendo a 82,4% do total de edifícios. Entre estas, 78,2% destinaram-se a habitação familiar.
Em termos regionais, a Região Autónoma dos Açores registou o maior crescimento no número de edifícios concluídos, com uma subida de 16,7%. Seguiram-se o Oeste e Vale do Tejo (+4,7%), o Centro (+4,3%) e a Grande Lisboa (+3,2%). Em sentido contrário, várias regiões apresentaram quedas, destacando-se a Península de Setúbal, com uma redução de 28,6%.
As construções novas concluídas também diminuíram 4,2% face ao quarto trimestre de 2024. Ainda assim, quatro regiões apresentaram variações positivas: Região Autónoma dos Açores (+6,9%), Oeste e Vale do Tejo (+5,6%), Centro (+5,0%) e Alentejo (+1,3%). A Península de Setúbal voltou a destacar-se pela negativa, com a maior descida (-26,7%).
Também nas obras de reabilitação se verificou uma diminuição homóloga de 4,2%. Apesar da tendência global de queda, três regiões registaram aumentos: Grande Lisboa (+73,5%), Região Autónoma dos Açores (+50,0%) e Centro (+1,8%). Entre as regiões com descidas, a Península de Setúbal apresentou novamente a maior redução (-71,4%).
Apesar da diminuição no número de edifícios concluídos, o número de fogos terminados em construções novas para habitação familiar aumentou. No quarto trimestre de 2025 foram concluídos 6,6 mil fogos, mais 3,6% do que no mesmo período do ano anterior, após o crescimento de 8,7% observado no trimestre anterior. O Alentejo registou o maior crescimento (+46,7%), seguido pelo Norte (+23,4%), Grande Lisboa (+12,2%) e Península de Setúbal (+0,3%). Em contraste, várias regiões apresentaram reduções, com destaque para o Algarve (-39,2%) e a Região Autónoma da Madeira (-36,3%). Também o Oeste e Vale do Tejo (-20,8%), os Açores (-4,1%) e o Centro (-3,2%) registaram quedas.
As regiões Norte e Centro concentraram mais de metade dos edifícios concluídos no país (56,6%) e dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (58,3%). O Norte manteve a liderança, representando 35,9% dos edifícios e 44,9% dos fogos concluídos, seguido pelo Centro com 20,7% dos edifícios e 13,5% dos fogos.
O Oeste e Vale do Tejo destacou-se como a terceira região com maior número de edifícios concluídos (11,4%), enquanto a Grande Lisboa ocupou a terceira posição no número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (12,3%).
Já a área total construída em Portugal registou uma diminuição de 9,0% face ao mesmo trimestre de 2024. O Centro foi a única região a apresentar crescimento (+15,7%). Nas restantes regiões observaram-se descidas, particularmente acentuadas no Algarve (-54,9%) e na Região Autónoma da Madeira (-51,6%), influenciadas por um efeito de base relacionado com o forte crescimento da área concluída no mesmo período do ano anterior.