Construção cresce 2,6% no arranque de 2026, mas licenciamento e obras públicas recuam

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Segundo a conjuntura de construção da AICCOPN, no 1.º trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de 2,3% face ao mesmo período do ano passado.

O Investimento em Construção (FBCF) acompanhou esta tendência, aumentando 2,6%. Paralelamente, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor registou um crescimento de 2,0%.

Já o número total de obras de edificação e demolição licenciadas diminuiu 11,8% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026.

A área licenciada também diminuiu: recuou 14,1% nos edifícios habitacionais e 7,0% nos edifícios não residenciais, traduzindo-se numa redução global de 376.658 m² face ao período homólogo.

Quanto aos custos de produção, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova aumentou 5,8% em termos homólogos em março de 2026. Este aumento resultou de um acréscimo de 3,7% no preço dos materiais de construção, a par de uma subida de 8,2% na componente da mão de obra.

No que toca ao consumo de cimento, a evolução registou um crescimento homólogo acumulado de 6,3% nos primeiros quatro meses  de 2026.

Face ao domínio do financiamento empresarial, os dados divulgados pelo Banco de Portugal revelam uma evolução favorável: em abril de 2026, o stock de crédito às empresas do setor registou um acréscimo homólogo de 12,1%, superando os 7,2 mil milhões de euros.

Por outro lado, no que toca ao mercado das obras públicas, o montante dos concursos públicos promovidos ascendeu, em abril, a 2.385 milhões de euros, traduzindo uma redução homóloga de 44%. Esta contração foi igualmente acompanhada por uma diminuição da contratação pública efetivamente concretizada, tendo o valor dos contratos celebrados totalizado 1.336 milhões de euros, correspondendo a uma quebra homóloga de 25%.