Habitação

Century 21 cresce 25% em 2019

Ana Tavares |
Century 21 cresce 25% em 2019

A rede integrou 669 novos membros, e a marca tem agora um total de 150 unidades suportadas por uma equipa de mais de 3.150 colaboradores em todo o país.

A expansão da rede acontece num ano em que a empresa registou uma faturação superior a 46,9 milhões de euros, mais 14% face ao ano anterior, num total de 13.291 transações de venda de imóveis, mais 6% que em 2018. O volume de negócios mediado diretamente pela C21 e em partilha com outros operadores aumentou 16% para os 1.973 milhões de euros no total do ano.

De acordo com a imobiliária, em 2019 o tipo de habitação mais procurado pelos compradores nacionais, que representaram 82% das transações, foram os T2 e T3. O valor médio de transação superou os 147.700 euros, uma subida de 5% face ao registado no ano anterior, que reflete o aumento dos preços dos imóveis e o tipo de habitações em oferta no mercado.

A C21 destaca a subida dos valores médios de transação em Viseu, com um aumento de 32% face a 2018, de 25,4% nos Açores e de 20% em Faro. Os aumentos foram mais moderados em Lisboa, com uma subida de 6,39% e um valor médio de 200.000 euros, e no Porto, com uma subida de 9,6% e um valor médio de 136.000 euros.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, comenta em comunicado que «a evolução dos preços médios por região demostra que os distritos de Lisboa e Porto estão a registar aumentos mais moderados, o que indicia que a capacidade financeira das famílias portuguesas já não consegue acompanhar a subida de preços da habitação, sobretudo no centro das principais metrópoles do país».

Por outro lado, considera, «é evidente a descentralização da procura para zonas periféricas do centro das duas principais cidades nacionais, que registaram uma forte dinâmica transacional, ao longo de 2019. O aumento da oferta está também a influenciar as tendências de preço nalgumas cidades – como Braga, Santarém, Leiria e Aveiro - que começam a registar uma inversão da trajetória dos valores médios da habitação»

 

Arrendamento cresce 19%

O número de operações de arrendamento na rede registou em 2019 uma subida «histórica» de 19%. Foram realizadas 2.539 operações de arrendamento, mais 408 que no ano anterior, mantendo-se a escassez de oferta de imóveis para aquisição ajustados ao poder de compra dos portugueses.

O valor médio de arrendamento a nível nacional fixou-se nos 807 euros, menos 1% face ao ano anterior. Este valor atingiu os 1.014 euros em Lisboa, 868 no Porto e 811 em Faro, o que, segundo a C21, «revela que o valor do arrendamento, em diversas regiões, já atingiu o limite da capacidade financeira da maioria das famílias portuguesas».

Ricardo Sousa completa que «o setor imobiliário necessita de ganhar agilidade e adotar uma perceção mais eficiente das alterações demográficas, económicas, sociais e ambientais que a sociedade está a enfrentar. Regista-se um desajuste muito evidente entre a atual oferta e a procura. O mercado imobiliário não está a facultar soluções habitacionais adequadas às expectativas e necessidades das famílias portuguesas. Os principais atores do setor imobiliário necessitam de constatar o que pretendem os consumidores nacionais para se criarem soluções de habitação em linha com as expectativas e a capacidade financeira das famílias portuguesas. Num mundo em constante transformação é cada vez mais difícil fazer previsões».