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Braga espera surgimento de novos projetos empresariais nos próximos meses

Ana Tavares |
Braga espera surgimento de novos projetos empresariais nos próximos meses

O Presidente da Câmara Municipal de Braga avançou à VI que «até março (início da pandemia) vivíamos um período de grande exuberância no que diz respeito à chegada de novos investidores. Braga passou a estar no radar dos investidores internacionais, e por força dessa nova procura de empresas, sentimos a necessidade de novos escritórios e espaços de acolhimento empresarial e industrial». O autarca avança que «temos tido sinais já durante a pandemia de que, ao longo dos próximos meses, novos projetos se vão concretizar e responder a essa procura».

Segundo Ricardo Rio, «as novas tecnologias têm um papel crucial na atração de novas empresas, mas não só. Braga tornou-se nos últimos anos num destino preferencial para o investimento assente no conhecimento (universidades, centros de investigação e empresas). Boa parte das empresas que atraímos são projetos ligados à biotecnologia, nanotecnologia, ciências da saúde, ciências da informação e comunicação, e são essas as principais empresas que nos têm procurado», explica.

 

Pandemia coloca "desafios acrescidos" à habitação

Com o aumento da atratividade da cidade, subiu também a pressão no mercado habitacional. Ricardo Rio considera que «nos últimos anos conseguimos manter algum equilíbrio», numa altura em que a cidade registou «crescimento do turismo e captação de alguma emigração qualificada, sem colocar em causa o desenvolvimento habitacional. Houve uma pressão inicial que essa procura colocou no mercado, mas a pandemia colocou desafios acrescidos».

A autarquia está a trabalhar na mitigação desses problemas habitacionais: «planeamos replicar o que Lisboa e Porto fizeram, no sentido de canalizar alguma oferta disponível no AL, agora com pouca procura, para o arrendamento acessível, mas também criar novas intervenções que visem aproveitar esta dinâmica urbanística que a cidade tem tido para captar alguma dessa oferta para o mercado de habitação acessível», avança.

Por outro lado, Ricardo Rio afirma que «esperamos que os novos fundos europeus possam também apoiar a área da habitação, seria crucial que parte destas verbas fossem canalizadas para promover habitação para quem não tem recursos», conclui.

Veja a entrevista completa aqui.