Avenida da Liberdade

Associação Avenida da Liberdade avalia impactos do fecho da avenida aos domingos e feriados

Felipe Ribeiro |
Associação Avenida da Liberdade avalia impactos do fecho da avenida aos domingos e feriados

O fecho da Avenida da Liberdade aos domingos e feriados causará um impacto económico em todas as áreas, segundo a associação Avenida da Liberdade, que representa as lojas, hotéis, restaurantes e serviços, estimando-se quebras de receitas na ordem dos 18 a 20%. Para além de uma quebra na faturação, esta medida poderá ainda provocar uma redução de 200 a 300 postos de trabalho.

Esta redução da circulação, na principal avenida de Lisboa, vai afetar a dinâmica do turismo, causando repercussões em todas as áreas como da hotelaria e restauração, «o desenvolvimento da cidade não pode ser feito contra as pessoas que cá moram e cá trabalham. Os domingos e feriados são dos dias mais dinamizadores das salas de espetáculos, dos restaurantes, da hotelaria, das lojas e diferentes serviços. Esta decisão, tomada sem estudos e sem um diálogo com as pessoas, trará consequências para os negócios. Percentualmente falamos de uma diminuição de faturação em todos os setores de cerca de 18 a 20%», declara Pedro Mendes Leal, Presidente da Associação Avenida da Liberdade.

A cultura será também outras das áreas afetadas, já que haverá uma possível diminuição do número de espetáculos, sendo que «esta medida terá um impacto negativo e poderá implicar a redução das sessões de espetáculos ao Domingo», salienta Paulo Dias, do Teatro Tivoli BBVA. Já o impacto, no setor da hotelaria, será de 10 a 20% das noites vendidas. Na restauração, após atravessar dois anos com elevadas restrições nos vários espaços devido a COVID19, com esta medida terá novamente prejuízos.

Os trabalhadores, que aos domingos e feriados são remunerados com valores mais altos que os dias úteis, terão assim o seu rendimento de trabalho mensal prejudicado, «não houve diálogo e em todas as áreas se prevê um impacto negativo. Aquela que é a principal Avenida de Lisboa precisa de lojas abertas, teatros cheios e hotéis a funcionar e para isso a acessibilidade é determinante», refere Pedro Mendes Leal.