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Absorção de escritórios em Lisboa cresce até fevereiro

Ana Tavares |
Absorção de escritórios em Lisboa cresce até fevereiro

Entre janeiro e fevereiro, o mercado de Lisboa registou um volume total de absorção de escritórios de 45.507 metros quadrados, confirmando a tendência de crescimento neste mercado, segundo a análise da Savills.

Este resultado foi muito influenciado pela operação de pré-arrendamento de 28.000 metros quadrados pela Fidelidade no edifício Álvaro Pais, na zona de Entrecampos. Ainda assim, mesmo excluindo este negócio, a absorção acumulada representaria uma subida de 80% face a igual período de 2021 e de 87% face a 2019.

Alexandra Portugal Gomes, Head of Research da Savills Portugal, destaca que «os resultados deste início de ano confirmam a tendência de recuperação já sentida nos últimos meses do ano de 2021. Agora que o regresso dos trabalhadores aos escritórios é um dado adquirido, ainda que os modelos híbridos sejam equacionados, as empresas procuram novos espaços adaptados às novas necessidades, assentes no bem-estar dos colaboradores e como estratégia de retenção de talentos», menciona

Neste período, foram fechadas 26 operações de colocação de escritórios, com a Prime CBD a registar 31% do total, seguida pelo Corredor Oeste, com 23%.

Devido ao negócio da Fidelidade, o intervalo de área ocupada acima dos 5.000 metros quadrados sobressaiu, representando 74% do total. Mas, mesmo excluindo esta operação, continuaria a ser o intervalo mais representativo, logo seguido pelos 301 a 800 metros quadrados, com 10% do total.

Frederico Leitão de Sousa, Head of Corporate Solutions da Savills Portugal, afirma em comunicado que, «após quase dois anos de trabalho remoto recomendado, a recuperação do mercado de escritórios de Lisboa é hoje evidente. O principal ponto de destaque é o volume de absorção em edifícios novos no ano 2021, que foi 44,4% superior ao observado no ano 2019, período pré-pandemia, revelando o apetite das empresas em ingressar em espaços novos, de qualidade e cumpridores das políticas ESG, que elevam o seu estatuto no mercado de trabalho e, consequentemente, transmitem um maior bem-estar aos seus colaboradores».