SIGI vão ser um “plus” para os investidores

Ana Tavares |
SIGI vão ser um “plus” para os investidores

A 11 de abril, decorreu a II Grande Conferência APPII, no âmbito deste evento, que convidou vários profissionais do setor e especialistas para debater “O investimento dos grandes projetos de regeneração urbana das cidades e as SIGIs” no Pátio da Galé.

Nesta mesa redonda, participaram Isabel Ucha, CEO da Euronext, João Cristina, da REIT Merlin Properties, José Araújo, diretor DCEI Millennium bcp, Antonio Fernández Hernando, presidente da Armanext e Luís Martín Guirado, diretor da área de negócio da Gesvalt, moderados por Hugo Santos Ferreira.

Dando uma perspetiva da experiência espanhola, já que o país vizinho já tem SOCIMIs há vários anos, Martín Guirado apontou que estes regimes de REITs começaram «quando ninguém comprava nada de nada. Atrair-se assim capital para resolver o problema. Felizmente hoje Lisboa é uma cidade na moda, e o capital já está aqui, e este mecanismo será um “plus” para os investidores».

Antonio Fernández Hernando concorda que este é «um destino de primeira linha», onde procura não falta: «não sentimos nenhuma diminuição de interesse no mercado», aponta José Araújo, segundo o qual «a origem do capital é variada, o que é bom para a banca. Vemos favoravelmente o mercado imobiliário em Portugal», completa.

João Cristina também atesta «uma procura muito forte» em Portugal, e acredita que o regime tem como ponto positivo o facto de ser semelhante ao de outros países. Prevê que «inicialmente teremos investidores institucionais a entrar nas SIGIs, e o pequeno aforrador deverá segui-los».

Isabel Ucha deu nota de que os REITs são «um instrumento que tem sido muito dinâmico nos mercados Euronext. Temos 91 empresas cotadas agora, numa capitalização e 125.000 milhões de euros. Permite uma diversidade de investidores e categorias de investimento», e afirmou-se «confiante» em relação ao arranque do regime em Portugal.

A responsável completou ainda que «o regime da SIGI compara bem com os modelos internacionais, nomeadamente o aspeto fiscal, tem um regime de transparência, a tributação incide sobre o investidor e não sobre os rendimentos da sociedade. O diploma em si é simples», destacou como ponto positivo.