Prime Yield e DLA Piper lançam guia de investimento ibérico para REITs

Ana Tavares |
Prime Yield e DLA Piper lançam guia de investimento ibérico para REITs

Este novo guia é dirigido aos investidores que pretendam integrar este tipo de veículos na Península Ibéria, e pretende ser um mapa de orientação para os investidores em REITs com interesse nestes mercados imobiliários.

 O guia foi apresentado em Madrid e Lisboa a 4 e 5 de junho, respetivamente, disponibilizando uma análise comparada entre Portugal e Espanha no contexto económico, imobiliário e relativamente ao enquadramento legal e fiscal das sociedades de investimento imobiliário cotadas em cada país.

Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield e responsável pela área avaliação de fundos de investimento na Gloval, comenta que «as SOCIMIs são um verdadeiro sucesso em Espanha e, em 6 anos, fizeram disparar o investimento internacional no mercado imobiliário do país. São hoje mais de 70 entidades cotadas em Bolsa com um valor de capitalização acima dos 23.000 milhões. Se em Portugal, o mercado das SIGIs conseguir estabelecer-se com uma dimensão de cerca de um terço de Espanha, que é a proporção existente atualmente entre o volume de investimento imobiliário comercial nos dois mercados poderemos estar a falar de um universo, em cinco anos, de cerca de 25 cotadas para uma capitalização bolsista acima dos 7.000 milhões de euros», calcula.

Luís Filipe Carvalho, Sócio da DLA Piper responsável pelo departamento imobiliário em Portugal, destaca, por seu turno, que «as SIGIs são as REITs portuguesas, para as quais se pretende que tenham um percurso idêntico ao das SOCIMIs em Espanha. Foi com este enquadramento que a DLA Piper e a GLOVAL se associaram para a elaboração do primeiro Guia de Investimento em SOCIMIs e em SIGIs, comparando os dois mercados quer a nível jurídico quer a nível imobiliário, conferindo-lhe um ângulo privilegiado».

 

Uma nova vaga de investimento ibérico

Por outro lado, Nelson Rêgo aponta que «mesmo com as respetivas nuances e os ritmos próprios de cada país, ser permitido investir através de sociedades imobiliárias cotadas em ambos os países pode abrir o mercado a uma nova vaga de investimento com foco pan-ibérico», ou seja, «atrair investidores com estratégias integradas que olham para este território como um todo. Isso será muito benéfico quer para Portugal, que é visto como um mercado mais emergente em termos europeus e que pode, assim, ganhar mais escala; quer para Espanha, que compete com outros mercados de grande consolidação e pode conquistar novos investidores».

O responsável conclui que «o nosso propósito com este Guia é, precisamente, fornecer uma ferramenta prática e útil que, de forma rápida, mostre aos investidores quais as principais caraterísticas dos REITs em cada país e onde estão as principais oportunidades imobiliárias».