Construção

Nexity arranca plano de investimento de €68M

Ana Tavares |
Nexity arranca plano de investimento de €68M

A empresa foca-se essencialmente no segmento médio e médio/alto do mercado na Grande Lisboa e no Grande Porto, zonas onde «há maior dificuldade no acesso à habitação».

Numa apresentação online feita à imprensa esta terça-feira, Fernando Vasco Costa, diretor geral da promotora em Portugal, partilhou que «é importante contribuir com oferta para todos os segmentos». A promotora quer «ser parte da solução para um problema que é a falta de oferta na habitação a preços ajustados às famílias portuguesas. Queremos, por isso, representar uma verdadeira mudança, construindo casas junto dos grandes centros urbanos onde, neste momento, essa oferta é praticamente inexistente no país, e a preços que os portugueses possam pagar».

Para já, na zona de Leça da Palmeira, a empresa tem em andamento um investimento de 24 milhões de euros, na construção de 108 apartamentos (T0+1 a T4 Duplex, entre 40 e 165 m²) e espaços comerciais, que representam uma área bruta de construção de 12.200 m². Para a mesma zona, tem planeado um outro projeto num investimento de 20 milhões de euros.

Na zona de Lisboa, mais propriamente no Dafundo, a Nexity deverá investir outros 24 milhões de euros na construção de um novo empreendimento residencial de 61 fogos (T0 a T4+1, entre 40 e 213 m²) e dois espaços comerciais, num total de 6.733 m² de área bruta de construção. Os valores vão começar nos 360.000 euros.

Estes projetos encontram-se em fase final de licenciamento, sendo que as obras deverão arrancar entre setembro e outubro próximos.

A estes projetos soma-se ainda uma carteira de 160 milhões de euros ainda em fase de negociação. E a promotora assume-se também atenta ao mercado de arrendamento e à região do Algarve, nomeadamente no segmento das residências sénior.

Admitindo uma fase de incerteza, devido à pandemia da Covid-19, Fernando Vasco Costa está convicto de que «o mercado está cá, e a procura mantém-se. Esta é uma situação única, mas parar não seria solução para ninguém». Quanto à evolução dos preços, considera que a previsão é difícil: «com a falta de oferta que há no mercado, ainda estamos para perceber o que vai acontecer».