Investidores imobiliários estão apostados em ativos para desenvolvimento

Ana Tavares |
Investidores imobiliários estão apostados em ativos para desenvolvimento

Esta foi uma das principais conclusões de um questionário interativo em tempo real levado a cabo durante o Portugal Real Estate Summit, que decorreu a 26 e 27 de setembro no Estoril.

Em conjunto, as novas promoções imobiliárias (41% das respostas) e os projetos de requalificação estratégica (27%) reúnem 67% das preferências dos investidores na hora de identificar onde investir.

Por outro lado, 30% dos inquiridos apontou o investimento em ativos existentes numa perspetiva de criação de valor como a melhor oportunidade de investimento. Destaque ainda para o facto de que apenas 3% dos investidores apontou os ativos core como a melhor oportunidade de investimento.

Num dos debates deste fórum de investimento organizado pela Iberian Property, Volkert Reig Schmidt, CEO do Novo Banco Real Estate, considerou que «a promoção imobiliária é de facto uma grande oportunidade», bem como os projetos de regeneração urbana. «Temos vendidos grandes ativos tanto em Lisboa como no Porto», revelou.

Por seu turno, Pedro Silveira, Chairman do Grupo SIL, grupo imobiliário de origem nacional e um dos maiores a operar em Portugal, confirma que «nos últimos dois anos tomámos algumas decisões estratégicas no grupo, no sentido de nos capitalizarmos e investir em promoção».

«No nosso caso, que temos terrenos em carteira, estamos em condições de arrancar com a promoção e investir em novos projetos que, dentro de cinco anos, estarão concluídos e em operação, integrando novamente a nossa carteira de rendimento», revela. Os retornos são um dos atrativos: «se promover um projeto do zero e o detiver até à fase de arrendamento, vai ter yields superiores, bem mais elevadas», nota Pedro Silveira.

Já Pedro Seabra, Partner Real Estate da Explorer Investments, acrescenta ainda que as oportunidades de promoção não se concentram necessariamente apenas em Lisboa e Porto. «Mesmo se estivermos a considerar hotéis, turismo ou residencial, diria que temos oportunidades em praticamente todo o país; e se estivermos a falar de escritórios, Braga, por exemplo, é uma cidade a atentar».