Através da sua área de Agribusiness, a CBRE assessorou a entrada de um investidor de financiamento no capital social da Fio Dourado, empresa detentora da marca de azeite Quinta do Juncal.
Esta transação foi promovida e estruturada pela CBRE e tem como objetivo acelerar o crescimento de um projeto agrícola e industrial desenvolvido pela família Mendes ao longo de várias gerações. Atualmente, tem cerca de 180 hectares de olival na região de Achete, em Santarém, bem como um lagar de azeite de referência na região do Ribatejo, com capacidade para transformar 15.000 toneladas de azeitona por ano.
João Mendes, Administrador da Fio Dourado, explica que a entrada deste investidor permitirá “acelerar o crescimento do projeto agrícola focado no olival, através da aquisição de novas áreas produtivas e da modernização do lagar e dos ativos existentes. A entrada de capital e de um parceiro com experiência será determinante para elevar o projeto a uma nova fase de crescimento e profissionalização”.
Esta é a segunda operação do setor agrícola que a CBRE conclui nos últimos anos. Já em 2025 tinha acompanhado a venda dos olivais da Trilho Saloio à Aggraria, um dos mais relevantes produtores de azeite da Península Ibérica.
Manuel Albuquerque, Head of Agribusiness para o Sul da Europa da CBRE, comenta que “este investimento confirma o crescente interesse dos investidores institucionais pela região do Ribatejo para o desenvolvimento de culturas permanentes. A disponibilidade de recursos hídricos, a qualidade dos solos e a localização estratégica têm vindo a posicionar esta região como uma das mais atrativas para novos projetos agrícolas em Portugal”.
O responsável também destaca a relevância deste tipo de operações para o futuro do setor, já que “a agricultura portuguesa continua a ser maioritariamente constituída por empresas familiares. A entrada de investidores profissionais, através da aquisição de posições maioritárias ou minoritárias, pode representar uma oportunidade única para acelerar o crescimento, reforçar a capacidade financeira e profissionalizar a gestão, preservando simultaneamente o envolvimento das famílias fundadoras na operação”.
De acordo com a CBRE, há cada vez mais investidores interessados no setor agrícola da Península Ibérica, e a atividade de investimento tem vindo a crescer: “a profissionalização das empresas agrícolas, a crescente escala dos projetos e a atratividade dos retornos ajustados ao risco têm contribuído para posicionar o Agribusiness como uma das classes de ativos mais procuradas por investidores institucionais”.