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CBRE arranca ano com pipeline de investimento de 1.000 milhões

Ana Tavares |
CBRE arranca ano com pipeline de investimento de 1.000 milhões

A CBRE tem em pipeline no início deste ano um total de 41 operações que superam os 1.000 milhões de euros.

No ano passado, a CBRE acompanhou transações de investimento que somam mais de 205.000 m². Nuno Nunes, Diretor de Capital Markets da CBRE explica que: «em 2020 a CBRE esteve envolvida em 21 transações de investimento, num montante global de mais de 615 milhões de euros, dos quais cerca de 515 milhões relativos a imóveis de rendimento e mais de 100 milhões referentes a propriedades destinadas a promoção imobiliária, destacando-se claramente como líder de mercado».

Neste conjunto, destaque para os negócios de venda da Expo Tower ou do IADE, em Lisboa, e do antigo Hospital da CUF, junto ao Palácio das Necessidades, que vai ser transformado num projeto residencial. A consultora apoiou também a transação do Lagoas Park, vendido ao fundo Henderson Park pela Kildare por 421 milhões de euros.

Segundo a consultora, o investimento imobiliário comercial movimentou em 2020 um total de 2.900 milhões de euros só em imóveis de rendimento, o que confirma a sua resiliência em tempo de pandemia, e cimenta o terceiro melhor ano de sempre do setor.

Destaque ainda para o envolvimento da equipa de Capital Advisors da CBRE na venda do portfólio residencial do Barclays/Bankinter (11.000 m²), no mandato de gestão e venda do portfólio da Oitante/Altamira (915.000 m²) ou a aquisição do Edifício Latino Coelho, no Porto.

A consultora destaca um aumento das yields, nomeadamente nos centros comerciais, comércio de rua ou hotéis, «em consequência da crise provocada pelo novo coronavírus». Por oposição, nos segmentos de logística e supermercados, verificou-se uma compressão das mesmas. O setor dos escritórios registou um acréscimo ligeiro, mas as zonas mais privilegiadas do Central Business District e Eixo Ribeirinho «revelaram resiliência».

«Após um ano de 2019 com uma dinâmica ímpar, enfrentámos um 2020 marcado pela pandemia, que impactou todos os segmentos do setor, com uma desaceleração da procura, num ano que se previa inicialmente muito forte», aponta Francisco Horta e Costa, Diretor-Geral da CBRE, que salienta que «apesar do contexto desfavorável, o mercado imobiliário continua a demonstrar dinamismo e sinais de adaptação, apresentando um desempenho positivo com a terceira melhor performance de sempre, em termos de investimento».

Completa que «a atividade da CBRE, nos diferentes segmentos, ditou resultados positivos, face às exigências e desafios deste ano, demostrando resiliência e capacidade de resposta, mesmo em contextos adversos; qualidades que queremos trazer para 2021, um ano que exigirá uma forte capacidade de regeneração e adaptação», prevê.

A área de Capital Advisors da consultora estima que até junho se iniciem vários mandatos de Fusões & Aquisições, Portfolio Services e Debt Advisory, no valor de mais de 700 milhões de euros de valor agregado de transação. Já no departamento de escritórios, estima colocar entre 25.000 a 30.000 metros quadrados (20 operações) até junho.