Banco de Portugal investe 225 milhões de euros na nova sede em Entrecampos

imagem ilustrativa
Projeto EntreCampos. Imagem cedida pela Fidelidade

 

O Banco de Portugal (BdP) e a Fidelidade anunciaram esta quinta-feira a formalização da alteração ao contrato-promessa de compra e venda relativo ao Empreendimento Entrecampos, destinado às futuras instalações do banco em Lisboa. Em causa está a compra do Edifício A1, bem como dos espaços de uso comercial adjacentes a este edifício e ao Edifício A3.

Em comunicado, o BdP refere que esta aquisição “vai permitir uma otimização do projeto em termos de localização, segurança e investimento, sem comprometer os objetivos traçados em 2025”.

A instituição passará a concentrar num único edifício os serviços atualmente dispersos por quatro localizações em Lisboa. O Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e atendimento ao público vão manter-se nas instalações do BdP na Baixa lisboeta, “cuja missão de aproximação à comunidade será, assim, aprofundada”.

O Edifício A1 tem uma área bruta de construção de cerca de 27.000 m2 e representa um investimento de 165,09 milhões de euros. A este montante acrescem outros custos, nomeadamente com a preparação técnica prévia do imóvel para a efetiva instalação das equipas, estimando-se um investimento global de 225 milhões de euros. Segundo o BdP, “parte significativa deste montante será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário do Banco de Portugal”.

No mesmo comunicado, a instituição sublinha ainda que “o projeto de Entrecampos pretende dar resposta à necessidade de concentrar num único edifício os serviços de escritório do Banco de Portugal, com benefícios para a cultura organizacional, produtividade e multidisciplinaridade das equipas. A concentração dos escritórios do Banco numa única localização permitirá, anualmente e em linha com a opção inicial contratada, reduzir custos operacionais num montante estimado superior a 10 milhões de euros. A opção pelo Edifício A1, em detrimento da opção pelos Edifícios A2+A3, permite adicionalmente uma redução do investimento inicial”.

A concretização da transação está prevista para o final do primeiro semestre de 2028.