Almada quer impulsionar a atração de investimento estrangeiro

Ana Tavares |
Almada quer impulsionar a atração de investimento estrangeiro

 

Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, falava durante o mais recente evento dos “Pequenos Almoços do Imobiliário”, organizados pela VI, no Convento dos Capuchos, em Almada, onde deu conta de que o concelho recebe cada vez mais franceses, alemães ou asiáticos: «para quem vem do estrangeiro, margem norte e a margem sul não fazem sentido, o rio não é um problema. Temos de ultrapassar esse preconceito».

Em curso, estão grandes projetos como a Cidade da Água, nos terrenos da Margueira. «É o maior projeto imobiliário depois da Expo 98, talvez até mais desafiante, é um projeto de escala nacional». Segundo Inês de Medeiros, «aqui estamos a reinventar e a reconstruir» a malha do concelho.

A autarca destaca também a recuperação do Ginjal, neste caso levada a cabo por um promotor privado, da zona de Olho de Boi, ou da antiga Companhia das Pescas, por forma a aproveitar «uma frente ribeirinha com muito potencial». Pode seguir-se o Monte da Caparica, uma zona «para onde Almada pode crescer».

Para a autarca, a diversidade do território é a sua mais-valia: «a coisa mais fascinante é a diversidade desta zona. Tem duas cidades, uma frente ribeirinha única, vários quilómetros de costa seguidos, acessibilidades, hospital ou universidades», e admite que «temos muitos desafios nesta diversidade», nomeadamente a valorização do património natural.

Também Ricardo Sousa, CEO da CEntury 21 Portugalreconhece que uma das oportunidades de Almada passa por atrair os estrangeiros, sobretudo «aqueles cujo ticket médio de compra já não dá para Lisboa». Nesse contexto, temos que «perceber as oportunidades que existem para reabilitaçã», um tipo de intervenção que interessa aos estrangeiros, «interessados na autenticidade portuguesa».  Para a Presidente da Câmara importa não esquecer «que os estrangeiros são uma dinâmica completamente diferente», pois «têm ritmos de vida distintos, outro poder de compra e outras perspetivas sobre o território». 

Para o representante da Century 21, outra oportunidade de Almada é a atração da classe média que «não consegue ficar em Lisboa», algo que Inês de Medeiros acolhe com entusiasmo, pois «é a classe média que faz mexer a economia, que compra diariamente, que tem os filhos na escola, que usa os transportes públicos, que vai a espetáculos. Qualquer cidade tem todo o interesse em receber a classe média», diz a edil. 

 

Almada quer implementar renda acessível no concelho

«Gostávamos de implementar aqui os programas de renda acessível», admitiu Inês de Medeiros neste encontro. «É um conceito muito vantajoso para combater o conceito de “ghettos” e para atrair investimento. Foi o que permitiu que a classe média continuasse a viver em Paris», exemplifica.

A edil avança que «em breve podemos ter um grande projeto para construção neste mercado Estamos a trabalhar nesse sentido», conclui.

 

Os Pequenos Almoços do Imobiliário são um momento de encontro de profissionais – promotores, investidores e mediadores imobiliários – para partilha de informação, análise das oportunidades e da evolução do mercado imobiliário, com o apoio da Century 21 Portugal, Caixa Geral de Depósitos e Confidencial Imobiliário, e em parceria com as autarquias de Braga, Porto, Oeiras, Almada e Faro.