Investimento

Ageas fecha venda do edifício Rialto no Porto

Ana Tavares |
Ageas fecha venda do edifício Rialto no Porto

Situado na Praça D. João I, o edifício Rialto tem uma área total de 4.700 m² e é considerado o primeiro arranha-céus da Invicta. É de uso misto, de escritórios, habitação e comércio.

Trata-se da primeira venda importante anunciada pelo grupo Ageas Portugal, que desenvolve a sua estratégia de investimento no setor imobiliário na área dos escritórios e imobiliário operacional. O comprador não foi revelado, mas sabe-se que será um grupo nacional.

A assessoria do negócio ficou a cargo da CBRE na análise comercial, e da Abreu Advogados na componente jurídica.

Gilles Emond, Head of Real Estate do Grupo Ageas Portugal comenta em comunicado que «após a aquisição de um edifício de escritórios durante o verão e a construção, em curso, das novas sedes do Grupo Ageas Portugal, em Lisboa e no Porto, esta venda é mais um passo na nossa estratégia de reequilibrar a carteira de investimento imobiliário do Grupo Ageas Portugal. Continuaremos a investir nas principais cidades do país, focando-nos em ativos core/core+».

Já Nuno Nunes, Head of Capital Markets na CBRE Portugal, afirma que «esta transação vem confirmar o dinamismo e resiliência do mercado imobiliário português e em concreto da cidade do Porto, cumprindo-se a previsão da revista Forbes que elegeu a cidade como uma das 6 cidades europeias para investir em 2020. A confiança dos investidores no mercado nacional, mesmo num contexto adverso, persiste».

Mais recentemente, em agosto, o grupo anunciou a aquisição do edifício de escritórios Expo Tower, no Parque das Nações. No ano passado, adquiriu três edifícios em Lisboa, na rua Castilho, em Entrecampos e em Benfica. Neste momento, está a desenvolver as suas novas sedes em Lisboa e Porto, que deverão ficar concluídas no próximo ano.

De recordar que no final de outubro a Ageas avançou ao Expresso que pretende reforçar o seu portfólio imobiliário em Portugal com um investimento adicional de 150 milhões de euros nos próximos 18 meses, chegando aos 600 milhões até 2022. Escritórios e habitação (incluindo acessível) estão nos planos.

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