2026 será novo ano de crescimento para o investimento

2026 será novo ano de crescimento para o investimento

Divulgando a primeira edição do novo Market Focus Portugal, a consultora confirma que em 2025 o investimento em imobiliário comercial no mercado nacional atingiu o melhor desempenho dos últimos três anos, atingindo os 2.850 milhões de euros, projetando um novo crescimento da atividade para 2026.

Com mais de 100 transações concretizadas ao longo do ano, em 2025 o volume transacionado no mercado português cresceu 17% face a 2024, com os escritórios a liderarem a alocação de capital (30%), seguidos dos escritórios (25%) e da hotelaria (20%). O capital internacional dominou, liderando 61% do capital transacionado – a maioria do qual de origem europeia (88%).

Na leitura de Paulo Sarmento, Head of Portugal da Cushman & Wakefield, “o desempenho de 2025 confirma que o mercado imobiliário português continua um ciclo claramente positivo. A combinação entre liquidez, confiança dos investidores, fundamentos ocupacionais sólidos e melhores condições de financiamento criou um contexto muito favorável ao investimento”.

 

Rendas prime continuam a crescer apesar do “travão” na absorção

Em 2025, a reduzida disponibilidade de oferta de qualidade disponível para ocupação imediata continuou a ser um fenómeno transversal à maioria dos segmentos ocupacionais em Lisboa e Porto, sustentando subidas nas rendas prime nos escritórios, logística e comércio de rua, conclui aquele documento.

Outra tendência marcante no mercado imobiliário em 2025 é o reforço da atratividade do setor do turismo e dos vários segmentos de living junto dos investidores, o que se traduz na robustez do pipeline de novos projetos para os próximos anos.

Com base nesta análise, que realça a robustez do turismo e dos mercados ocupacionais, e suportada por um enquadramento macroeconómico favorável; no Market Focus Portugal 2026, a Cushman & Wakefield antecipa mais um ano positivo para o mercado imobiliário portuguêsm em que a escassez de ativos de qualidade, sustentáveis e bem localizados continuará a ser simultaneamente o principal desafio e o principal motor de crescimento do setor.

O setor entra em 2026 com fundamentos muito sólidos: ocupação forte, crescimento das rendas prime e um pipeline ainda insuficiente para responder à procura. Este desequilíbrio continuará a sustentar o interesse de ocupantes e investidores, sobretudo por ativos de elevada qualidade e estratégias de reposicionamento”, conclui Paulo Sarmento.