Rooftops de Lisboa afirmam-se no panorama europeu

Ana Tavares |
Rooftops de Lisboa afirmam-se no panorama europeu

 

Este conceito imobiliário é analisado no recente Rooftops of EMEA, desenvolvido pela Cushman & Wakefield, e que seleciona 20 projetos diferenciadores na Europa. Destacam-se os portugueses Rio Maravilha, na Lx Factory, ou o Park, no Chiado, enquanto excelentes exemplos deste formato em franco crescimento na Europa.

Por um lado, o Rio Maravilha situa-se num edifício industrial obsoleto adaptado para escritórios. O Park está no topo de um silo de estacionamento.

Lisboa tem a maior parte dos rooftops identificados neste estudo, quase todos bares e restaurantes. 54% são instalados em hotéis. No Porto, os espaços inseridos em hotéis representa 64% do total, de que é exemplo o BASE, na cobertura da galeria comercial Passeio dos Clérigos, ou o terraço do hotel The Yeatman, em Gaia.

Os rooftops surgem com uma força renovada numa altura em que o mundo será cada vez mais pautado pela experiência, e em que o imobiliário ganha mais criando uma ligação emocional entre os indivíduos e os espaços físicos através de conceitos inovadores. O potencial das coberturas dos edifícios está «ainda numa fase de descoberta por parte dos proprietários imobiliários europeus», sendo um conceito mais desenvolvido nos EUA ou na Ásia.

O relatório sustenta que o conceito de rooftops funciona, em teoria, em praticamente todos os edifícios, independentemente do seu uso principal, e apresenta-se como uma fonte de receita adicional e, em muitos casos, como potenciador do uso maioritário do imóvel.

Segundo a C&W, este conceito é definido tendo por base projetos existentes e bem-sucedidos, «desafiando determinados princípios antes assumidos como inquestionáveis». Os rooftops não precisam de se localizar no ponto físico mais elevado do imóvel, nem têm «necessariamente que estar a grandes alturas, ou gozar de vistas icónicas». A localização não tem que ser central na cidade, existindo já vários exemplos em zonas suburbanas. Como atributos chave comuns definem-se: um mínimo de dois pisos acima do solo; alguma vista, não necessariamente panorâmica ou icónica; localização com elevada densidade populacional; operador inovador; conceito com algum caracter único; e forte estratégia de marketing digital, particularmente ativa nas redes sociais.

Muitos destes rooftops são restaurantes (como o caso do Rio Maravilha, por exemplo), e é esta a categoria mais comum na Europa. Podem ainda ser espaços de eventos ou espaços de lazer.