Rendas poderão ser atualizadas até 2,5% no próximo ano

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Em 2027, os proprietários poderão atualizar as suas rendas até um máximo de 2,5%. A estimativa tem por base os números da inflação de julho divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no Índice de Preços no Consumidor (IPC).

Esta subida aplica-se a todos os contratos que não tenham prevista outra forma de atualização entre senhorio e inquilinos, e pode ser aplicada automaticamente pelos proprietários dos imóveis em contratos que tenham pelo menos um ano. Também os contratos anteriores a 1990 estão contemplados, mesmo que não tenham transitado para o Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU). De recordar que este coeficiente de atualização foi de 2,24% em 2026.

No entanto, o valor efetivo do coeficiente de atualização será apurado apenas no final deste mês, uma vez que o exercício contempla a inflação média dos últimos 12 meses sem habitação, até agosto. Os dados definitivos referentes ao IPC serão publicados a 12 de agosto.

Só depois da publicação em Diário da República dos dados referentes ao IPC de agosto é que os proprietários podem comunicar os eventuais aumentos aos inquilinos, com pelo menos 30 dias de antecedência, através de carta registada com aviso de receção.

Em julho, a taxa de variação homóloga do IPC foi de 3%, inferior em 0,2 pontos à do mês anterior. A variação do índice relativa aos produtos energéticos desceu dos 9,1% em junho para 8,7% em julho, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados subiu 3,7%, também abaixo dos 5,1% de junho.