O novo primeiro secretário da AML (Área Metropolitana de Lisboa), Emanuel Costa, apontou a habitação, a mobilidade e a gestão de resíduos como prioridades do mandato, defendendo um reforço do papel político e institucional da entidade.
Em declarações à agência Lusa, citada pelo Idealista, o responsável afirmou que a AML deve assumir um papel mais ativo afirmativo, defendendo que muitos dos problemas que afetam a população “não se resolvem à escala municipal”.
O secretário referiu que um dos principais objetivos é assumir a AML como uma “verdadeira instância política de decisão estratégica”, tendo destacado a gestão de resíduos como uma das prioridades da comissão executiva, apontando para a intenção de se avançar “com a criação de uma empresa metropolitana" dedicada à área dos resíduos.
Na área da habitação, o primeiro secretário sublinhou a necessidade de acelerar a execução dos investimentos previstos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para responder às carências habitacionais na região, referindo que a crise de habitação é ”uma das mais graves expressões de desigualdades territoriais e de falta e de falha das políticas públicas”.
Emanuel Costa referiu que até ao final de junho deste ano está previsto que sejam entregues cerca de 20 mil fogos, dos quais três mil são construção nova.
A AML pretende ainda criar uma carta metropolitana da habitação para alinhar as políticas municipais.