O Jornal de negócios, citado pelo ECO/SAPO, adiantou que, devido à garantia pública de apoio aos jovens na compra de casa, o Banco de Portugal vai reduzir de 50% para 45% a taxa de esforço máxima no crédito à habitação, decisão que já está a ser comunicada ao sistema bancário. Esta alteração significará, no entanto, um aperto das regras na concessão do crédito.
O BdP está ainda a ponderar mexidas nas exceções previstas para o conjunto das carteiras dos bancos. Neste momento, 10% do conjunto de empréstimos concedidos por cada instituição financeira por semestre podem ter rácios DSTI até 60%. Adicionalmente, até 5% do volume total de créditos concedidos por cada banco pode exceder estes limites. Estes números vão sofrer alterações que estão por determinar.
Outro aspeto que a entidade deverá alterar é o limite à maturidade dos contratos, o que se deve ao facto dos prazos médios das carteiras terem crescido, devido ao aumento da preponderância do crédito a jovens no âmbito da garantia (no primeiro trimestre de 2026 representaram 27,9% do número de contratos e 31,7% do valor).
Neste momento, o BdP recomenda que a maturidade máxima seja de 40 anos para mutuários com idade até 30 anos, não exceda 37 anos para idades entre 30 e 35 anos, e, por último, não ultrapasse 35 anos para mutuários com mais de 35 anos.