“Empresas irão continuar a apostar em modelos de trabalho flexíveis” em 2019

Ana Tavares |
“Empresas irão continuar a apostar em modelos de trabalho flexíveis” em 2019

 

Este barómetro sobre os novos modelos de trabalho é uma iniciativa levada a cabo pelo departamento de Investigação & Desenvolvimento do Avila Spaces ao longo do ano de 2018, já que «é importante dar a conhecer ao mercado estes indicadores e perceber se os novos modelos de trabalho fazem parte das estratégias de aumento de produtividade e retenção de talento das organizações», diz Carlos Gonçalves, CEO do Avila Spaces.

Segundo este responsável, «em 2018 registou-se um aumento  significativo de grandes empresas que aderiram ao coworking,  não só por uma questão de racionalização de custos, mas também porque as novas gerações preferem trabalhar de uma forma mais descontraída, colaborativa e com um grande sentido de liberdade».

E acredita que em 2019 vai haver «uma preocupação cada vez maior com a privacidade dos profissionais». Segundo o CEO, as boas práticas «apontam para a coabitação de vários modelos: open-space, salas fechadas, phone-booths e áreas de lazer para pequenas pausas durante o trabalho».

Por outro lado, este estudo conclui que os millennials e a geração Z estão a procurar cada vez mais flexibilidade laboral: «as novas gerações desejam trabalhar por objectivos e rejeitam o horário das 9 às 18 horas, podendo trabalhar a partir da empresa, mas também a partir de casa, de uma esplanada ou de um espaço de coworking», diz Teresa Jacinto, diretora do departamento de Investigação e Desenvolvimento do Avila Spaces.

Neste inquérito, 54% dos inquiridos responderam que, durante 2018, adotaram um modelo de trabalho em coworking (espaço de trabalho partilhado), uma percentagem que estava apenas nos 28,4% no mesmo estudo, mas de 2017. O Avila Spaces destaca também a subida da percentagem de inquiridos que diz usar ou já ter usado novos modelos de trabalho, que passou de 49% em 2017 para 87% em 2018 essencialmente para um “maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal”. 77% dos inquiridos consideram “pouco provável” voltar a trabalhar num espaço físico convencional.