A Alphalink está encarregue da gestão integral do projeto de reabilitação do antigo edifício da ANACOM, situado na avenida José Malhoa nº12, em Lisboa. O projeto é promovido pela alemã AM Alpha, com o objetivo de reposicionar o edifício como ativo premium no mercado de escritórios de Lisboa.
Serão intervencionados cerca de 12.000 metros quadrados, numa empreitada que inclui reforço sísmico completo do edifício e a sua adaptação aos Eurocódigos atualmente em vigor, tendo em conta que a segurança estrutural assume especial relevância na cidade de Lisboa. De acordo com a Alphalink, “esta intervenção implicou uma coordenação estreita entre projeto estrutural e execução em obra, uma vez que muitas das soluções tiveram de ser ajustadas às condições reais encontradas no edifício existente. O reforço permitiu adequar um edifício concebido na década de 90 aos padrões estruturais atualmente exigidos, reforçando a sua segurança e competitividade no mercado”.
As obras também implicam uma nova fachada e reconfiguração estrutural profunda, já que, durante os trabalhos de demolição, foram identificadas irregularidades estruturais relevantes na fachada original, incluindo o desalinhamento entre pisos. Isto obrigou à revisão do sistema de fixação do sombreamento da nova fachada e ao desenvolvimento de soluções técnicas específicas para garantir desempenho estrutural e coerência arquitetónica.
Rita Pinheiro, gestora de projeto da Alphalink, explica que “tivemos de gerir este projeto como uma operação cirúrgica. Entre o que era visível e o que só descobrimos depois da demolição, foi necessário tomar decisões ao longo da obra para garantir o custo e prazo definidos. A estrutura da fachada original não era linear. Descobrimos que havia pisos a avançar e outros a recuar, o que obrigou a rever o pormenor de fixação da estrutura do sombreamento da nova fachada. Foi um dos maiores desafios do projeto”.
A intervenção também permitiu ganhos em termos de área útil e da versatilidade do edifício. Por exemplo, o piso -1, originalmente destinado a estacionamento, foi convertido em área de escritórios, tirando partido do seu pé-direito elevado, e foram criadas novas zonas de uso comum, incluindo rooftop e áreas lounge, alinhadas com as atuais exigências de conforto, flexibilidade e qualidade dos espaços partilhados. As infraestruturas técnicas foram concebidas para permitir diferentes cenários de ocupação, desde um único inquilino até múltiplas empresas por piso, assegurando flexibilidade futura.
Desde a sua fase inicial, o projeto foi estruturado para cumprir os requisitos da certificação BREEAM, o que implica um controlo rigoroso dos consumos energéticos, escolha de materiais locais ou a integração de soluções de mobilidade suave, como bicicletários e balneários.
A obra será concluída no primeiro trimestre de 2026.