Habitação

Pandemia levou a quebra da compra de habitação em março

Ana Tavares |
Pandemia levou a quebra da compra de habitação em março

De acordo com o mais recente relatório do INE, que analisam o impacto da Covid-19 a nível socioeconómico no país, «a pandemia afetou o mercado habitacional de forma também diferenciada no território. A Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve, regiões com maior dinamismo no mercado de aquisição de habitação, registaram uma diminuição no número de vendas de alojamentos familiares em março 2020, face ao período homólogo».

Todas as regiões registaram números de vendas por 1.000 alojamentos inferiores à média nacional, à exceção da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve. Apesar dos valores superiores, estas duas regiões registaram quebras de 2,1% e 0,9% face ao período homólogo, respetivamente.

O Centro e o Norte registaram também quebras, de 3,7% e 3,3% face ao ano passado. Com valores inferiores ao nacional, destacam-se o Centro, com 4,49 alojamentos vendidos por cada 1.000, e o Alentejo, com 4,70.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento urbano, em março registaram-se 2,2 novos contratos de arrendamento por cada 1.000 alojamentos familiares no total do país.

O INE revela que «ao nível regional, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve, as restantes regiões NUTS II apresentaram um número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos inferior à referência nacional».

 

Na AML, depois de uma quebra acentuada registada entre novembro de 2019 e janeiro deste ano, o número de novos arrendamentos manteve-se estável em março. No Algarve, a subida foi mais acentuada, acima da variação nacional.