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Ocupação de escritórios desce 54% em março

Ana Tavares |
Ocupação de escritórios desce 54% em março

Este volume de ocupação representa uma quebra de 65% face a março de 2019. Foram contabilizadas apenas 13 operações, numa área média de 745 m², indicador que também recuou face aos 1.000 m² de take up médio que se têm registado nos últimos meses.

No mês passado, o CBD foi a zona mais ativa da cidade, concentrando 64% da ocupação. As empresas de Serviços a Empresas foram as mais ativas, representando cerca de metade do total, de acordo com a análise do Office Flashpoint da JLL.

No trimestre, Lisboa acumulou um take up de 44.671 m², mais 7% que no período homólogo do ano passado.

 

Atividade do Porto superou a de Lisboa

Pelo contrário, no mercado do Porto o take up registado superou o de Lisboa, num total de 11.140 m² colocados, um crescimento expressivo face ao mês anterior e ao mês homólogo do ano passado. Mas a JLL recorda que «as bases nesses dois períodos são bastante baixas».

No total, registaram-se 9 operações em março, com destaque para a ocupação de 5.900 m² pela Concentrix no edifício POP e de 3.000 m² pela Vestas no Centro Empresarial Lionesa. O take up médio subiu assim para 1.239 m², sendo que o CBD Boavista representou 59% da área tomada.

No acumulado do trimestre, o Porto somou 19.149 m², quase 5 vezes mais que o registado no primeiro trimestre de 2019.

 

Medir efeitos da pandemia, só depois de abril

Mariana Rosa, Head of Office & Logistics Agency & Transaction Manager da JLL, comenta em comunicado «o mês de março foi atípico, pois conjuga períodos pré e pós Covid-19, e isso explica a diferença de comportamentos entre Lisboa e Porto».

A responsável explica que «após ter sido decretado o estado de emergência, os negócios terão estagnado em ambos os mercados, mas as operações realizadas antes disso tiveram características diferentes, o que determinou desempenhos distintos. No Porto, houve menos operações, mas de maior dimensão, o que levou a um crescimento do take-up. Em Lisboa, a maioria das operações concretizadas foi de menor dimensão, empurrando, assim, a ocupação para baixo. Só a partir de abril será possível aferir com maior rigor o efeito da pandemia em ambos os mercados».