Construção

Construção mantém-se firme com primeiro impacto da pandemia

Ana Tavares |
Construção mantém-se firme com primeiro impacto da pandemia

De acordo com a AICCOPN/AECOPS, ainda que o setor atravesse um período difícil e incerto, susteve um primeiro impacto da pandemia, e depende agora «em absoluto» das medidas de recuperação económica que vierem a ser adotadas.

Segundo o Inquérito Rápido Excecional às Empresas – Covid-19, promovido pelo INE, e analisando os resultados apurados na semana de 20 a 24 de abril, 8,5% das empresas de construção declararam ter suspendido temporariamente a sua atividade ou encerrado em definitivo. 62,9% das empresas registaram uma redução do volume de negócios, e 1/3 das mesmas registou uma diminuição acima de 50%. 45% das empresas registaram uma redução do pessoal, e 24,1% registou uma diminuição de mais de 50% do número de trabalhadores.

Já o Índice de Produção na Construção registou, no primeiro trimestre, uma variação homóloga acumulada de -0,6%. As associações do setor notam em comunicado que «ainda que esta queda não seja muito expressiva, este índice, que mede a produção da construção em termos mensais, não apresentava uma variação homóloga negativa desde o final de 2016, mostrando, desde então, uma recuperação sustentada, que se verificou até fevereiro de 2020».

Os resultados do primeiro trimestre do inquérito ao emprego do INE dão nota de uma redução de 2,1% em termos homólogos do número de trabalhadores do setor da construção, que rondavam os 302.000 até março.

Em março, registaram-se quebras significativas face à média dos dois meses anteriores, tanto a nível das licenças emitidas para fins residenciais como não residenciais. Em abril, os valores dos concursos abertos e dos contratos celebrados, no mercado das obras públicas, caíram 49% no caso dos concursos lançados e 18% no caso dos contratos celebrados, quando comparados com os respetivos valores médios mensais apurados no primeiro trimestre do ano. Em termos homólogos acumulados, mantem-se variações positivas, de 30,2% e 10,5% respetivamente,

Ainda assim, mantêm-se «níveis positivos de intenção de investimento, quer público quer privado», destaca a AICCOPN/AECOPS.