Algarve

Algarve poderá sair vencedor da crise

Susana Correia |
Algarve poderá sair vencedor da crise

Após várias semanas de trabalho à distância, a imobiliária especializada no mercado de gama alta reabriu as portas dos seus escritórios do Porto e Algarve esta segunda-feira, adotando «um conjunto obrigatório de procedimentos que visam minimizar o risco de contágio do novo coronavírus».

Preparando-se para esta nova etapa, Ricardo Costa diz que «o mercado vai sofrer uma correção, o que aliás estava previsto porque se antevia, ao longo de 2020, um ciclo económico de desaceleração. Haverá ajustes, mais notórios em alguns tipos de imóveis e localizações e, eventualmente, impercetíveis noutros casos».

Olhando em diante, o responsável acredita «num cenário em que o Algarve possa até sair vencedor desta crise porque não chegou a ter um surto infecioso e é internacionalmente reconhecido como um destino familiar, a poucas horas de qualquer capital europeia e com menor densidade populacional do que outros locais turísticos. Efetivamente, o Algarve continua a dar tudo o que é bom e o que o internacionalizou», remata.

Com as lojas encerradas desde meados de março, «na Luximos Christie’s aproveitámos este período também para nos fortalecermos e prepararmos um regresso com novas e melhores ferramentas, por isso, acreditamos que continuaremos a ter os melhores valores de desempenho, até porque o imobiliário sempre foi um investimento com bom retorno, muita segurança e muita procura, e essa tendência será mantida», defende.

No entender de Ricardo Costa, «nesta recuperação, os clientes internacionais terão um forte contributo. Por isso, é crucial que os programas que estavam a favorecer o investimento em Portugal continuem ativos», alerta.

«A nossa vida mudou e o país e o mundo vão ter de dar um salto para implementar mais trabalho à distância, com menos necessidade de contacto presencial», observa. «Essa exigência deverá ser refletida noutros serviços, como as Conservatórias, os Notários ou a Banca. Quanto mais rapidamente estas instituições perceberem essa necessidade e encontrarem soluções digitais, mais competitivas serão e mais facilmente estarão economicamente protegidas neste período de adversidade».